terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ensaio feito por Jonathan Exley para a Vibe Magazine em 1995.


Em maio de 1995 Michael Jackson foi convidado por Quincy Jones para fazer uma sessão de fotos em especial para sua revista Vibe Magazine. As fotos foram tiradas por Jonathan Exley em um estúdio montado no rancho Neverland. A revista também traz fotos do maestro Quincy Jones e sua filha.

Michael é um verdadeiro artista em toda faceta da natureza dele - extremamente estético e muito, muito romântico. Isto é o que ele verdadeiramente é, apesar de todos os comentários degradantes feitos no passados por certas larvas. Michael, assim como eu, temos sido severamente subestimados e incompreendidos como seres humanos. Mal posso esperar pelo dia em que todas essas cobras, que tem tentado destruí-lo, engolirem suas próprias palavras e rastejarem de volta para os buracos de onde saíram. Nós sabemos quem eles são e seu blefe é o que deve ser chamado.

As fotos e o vídeo com os bastidores do ensaio:













Vídeo


Fonte: Vibe Magazine
Créditos: http://cartasparamichael.blogspot.com/2012/02/jonathan-exley-04-13-imagens.html#more

Siegfried & Roy: A história de amizade entre três grandes artistas.


Siegfried & Roy são dois ilusionistas germano-americanos que formavam o show Siegfried & Roy no Cassino The Mirage, considerado o show mais visitado em Las Vegas. Michael assistiu a muitos dos seus shows e os convidava para todas as suas turnês. O Rei também escreveu e cantou uma canção chamada Mind Is The Magic em 1989 para a dupla.






Michael encontra Siegfried & Roy em 07/08/2002 em Las Vegas

Sobre a perda de Michael
by John Katsilometes

'Muitas vezes, os sentimentos de uma pessoa podem ser medidos não apenas no que dizem, mas quanto tempo levam para dizê-lo. Esta tarde, fora do Las Vegas Hilton Theater pouco antes do show beneficente Ribbon of Life, vi Siegfried Fischbacher
e perguntei-lhe se ele poderia falar sobre a perda de seu amigo Michael Jackson.
Não houve uma resposta imediata. Não para esta pergunta.

Siegfried, presente no Hilton não para se apresentar, mas para apoiar uma das suas obras de caridade favoritas, afastou-se do grupo de amigos e fãs com os quais conversava, para falar com um toque de privacidade. Ele parou e ponderou para o que pareceu uma eternidade, mas poderia ter sido um minuto. Seus olhos brilhavam, ele colocou a mão direita fechada sobre a boca e assentiu com a cabeça algumas vezes antes de dizer: 'Dói'.

Ele parou por mais alguns momentos, então disse: "Ele era um bom amigo, um dos melhores entertainers. Ele escreveu a música para nós quando realmente precisávamos dele para fazer isso. Lembro-me de falarmos com ele sobre a necessidade de uma canção e ele apenas disse: "Deixe-me escrevê-la", sem perguntar mais nada", Siegfried disse, balançando a cabeça... "Foi um gesto de amizade."

Jackson era um visitante freqüente dos seus shows, aonde ele era duplamente apaixonado pelos felinos brancos e o ilusionismo pioneiro no palco. 

"Eu o vi pela última vez cerca de um mês antes", Siegfried continuou, "no hotel Wynn, com Kenny Ortega."

Quando perguntei a natureza da reunião no Wynn,
Siegfried hesitou e disse: 

"Michael... ele estava sempre interessado em mágica. Nós estávamos falando sobre como nós projetamos a magia em nosso show - ele era apaixonado pelos nossos shows."

Mind Is The Magic foi finalmente lançada em um álbum alemão em 10/07/2009:


A canção foi usada para o show ao vivo e também na série da NBC, Father of The Pride, aonde Siegfried e Roy eram os personagens e também os co-produtores executivos. Michael usaria parte desta canção (a batida) no seu show This is It.




Fontes de pesquisa: 
http://www.rosenheim24.de/land/michael-jackson-siegfried-roy-fotostrecke-ro24-381875.html

http://www.lasvegassun.com/blogs/kats-report/2009/jun/28/siegfried-death-michael-jackson-it-hurts/

Créditos:
cartasparamichael.blogspot.com

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Maico Jeca - final

























Glória Maria (01)


É um momento de tristeza. Michael Jackson era extraordinário. Não que fosse fã das suas músicas. Gostava do Jackson Five, do soul. Quando ele ficou mais pop, começou essa onda do Thriller, passei a não curtir tanto. Não é a minha. Sou mais blues, bossa nova. Mas Michael Jackson sempre me fascinou e intrigou. Pela história de vida dele. Acho que em nenhum momento Michael teve o direito de ser feliz.

Talvez tenha presenciado um de seus raros instantes de felicidade: o encontro com o Olodum, em Salvador, em 1996. Ali, no Pelourinho, ao som dos tambores, vi um menino brincando. Dançava e pulava eufórico. Tenho certeza de que aquele momento ficou marcado para sempre na vida dele. Acho que ele era uma pessoa em busca de serenidade.

Felicidade, ele sabia que não encontraria. As luzes do palco não bastaram para iluminar um sofrimento tão visceral. Se pensarmos na história dele, em tudo o que viveu. Um menino negro nos Estados Unidos naquela época, sem direito a infância, maltratado pelo pai.

Li que ele tinha tanto pânico do pai que vomitava quando ele se aproximava. Michael foi massacrado, alvo de ataques, muitas mentiras foram ditas a respeito dele. O processo de embranquecimento, por exemplo. Com certeza, começou com o vitiligo. Não foi opção. Eu vi. Toquei na pele dele. Havia poucos pontos negros no braço dele. Nos conhecemos em Salvador, quando ele encontrou o Olodum. Não queria dar entrevista. Mas quando viu que as pessoas me reconheciam na rua, quis me conhecer. Marcamos de nos encontrar no Morro Dona Marta, no Rio. 

Ele passou 15 minutos sentado comigo numa laje, conversando. Eu é que fui entrevistada. Michael queria saber como uma negra, pobre, tinha conseguido trabalhar como repórter da principal emissora do país e fazer sucesso.

Me ouviu com humildade, o maior interesse. Foi um momento especial, um dos mais marcantes da minha vida profissional. Espero que Michael , enfim, tenha encontrado a serenidade.¨

Glória Maria (repórter TV Globo)
Fonte: Globo.com Redação Correio

HIStory: o álbum mais pessoal de Michael Jackson


Em 1995, Michael Jackson volta a cena musical após escândalos e processos e lança para o mundo um álbum com músicas tanto auto biográficas quanto sentimentais
O álbum se trata de um disco duplo, contendo um livreto como encarte constando todas as realizações e prêmios de Michael, bem como fotos e desenhos do cantor, letras de algumas canções e depoimentos de famosos a respeito do artista.
No primeiro disco, destaca-se as 15 músicas de maior sucesso de Michael até aquele ano, uma espanada nos clássicos Off The Wall, Thriller, Bad e Dangerous. Já no disco dois, são 15 músicas inéditas e bem pessoais em relação à vida e carreira de Michael.
O fato de o álbum ser tão pessoal já nota-se no título. O destaque das letras H, I e S na palavra HISTORY tem duplo sentido, já que em inglês “his” significa “dele.” O que pode ser interpretado como “história dele” ou “sua história.” 
Abaixo segue a listagem das faixas inéditas lançadas no álbum e o porquê de serem consideradas autobiográficas de Michael Jackson:

01. Scream (duet with Janet Jackson)
Composição: Michael Jackson / Janet Jackson / James Harris III / Terry Lewis

Na letra da primeira faixa do álbum (“Gritar”, em tradução literal), Michael e sua irmã Janet desabafam a respeito de injustiças e mentiras que são divulgadas pela imprensa e mídia em geral, as quais tem como único objetivo desolar e destruir um alvo humano. Janet aparece mais como forma de apoio ao irmão para gravar um clipe futurístico espacial dentro de uma nave, com uma coreografia estonteante e passos que só Michael Jackson faz,
o que tornou o vídeo clipe o mais caro do mundo, com um orçamento de 7 milhões de dólares. “Cansado de injustiças, cansado de tramas, me derrubaram com chutes, tenho que me levantar” são trechos da música, que também estrela a primeira vez que Michael fala palavrão em uma canção.


02. They Don’t Care About Us
Composição: Michael Jackson

Talvez logo ao término das negociações de abuso sexual em 1993, Michael deve ter notado como a mídia em geral tinha tanta coisa pra se preocupar, como pobreza, fome, violência, abuso de autoridade entre tantas outras gravidades, porém cismavam em comentar sobre o processo, sobre o acordo, sobre as acusações, sobre provas inventadas para incriminá-lo.
Ele já havia citado isso em “Why You Wanna Trip On Me”,
em Dangerous, quatro anos antes,
porém de repente tudo ficou mais pesado. 
Em They Don’t Care About Us (“Eles não ligam pra gente”, em tradução livre) Michael acusa a violência policial livre entre as populações menos favorecidas, o descaso da política em relação a todos estes problemas e ainda cita o ex-presidente Roosevelt e o ativista político defensor dos negros Martin Luther King, cantando que “se Roosevelt e Martin Luther estivessem vivos, eles não deixariam isso acontecer.” Michael fez duas versões do vídeo clipe, uma representando um prisioneiro em uma cadeia e o outro com cenas gravadas na favela do Rio de Janeiro e no Pelourinho na Bahia, com a percussão do grupo brasileiro Olodum.


03. Stranger in Moscow
Composição de: Michael Jackson

Nesta letra, Michael passa a seus fãs e ao público a sensação de solidão no qual se encontra durante os dias de sua vida devido a fama. No clipe, Michael sente-se sozinho mesmo com tantas pessoas a seu redor. Certa vez, Michael comentou sobre esta canção. “Um dia, estava em um hotel de Moscou e, mesmo com milhares de fãs na porta do hotel gritando meu nome, sentia um vazio enorme dentro do quarto.” Eis o porque do título da canção. (“Estranho em Moscou”)


04. This Time Around
Composição: Michael Jackson / Dallas Austin / Bruce Swedien / Rene Moore

Música dirigida em especial às acusações de 1993, em This Time Around (“Desta vez”, em tradução livre) Michael canta, em parceria com o rapper Biggie Smalls, como certas pessoas tentam destruí-lo e acusá-lo falsamente, mesmo tendo se passado por amigos com aparentes intenções de querer ajudá-lo. “Desta vez, não me trate como lixo, pois você não pode me controlar, você sabe que não.”


05. Earth Song
Composição: Michael Jackson

Earth Song (“Canção da Terra”) é a música ambientalista que transparece a preocupação de Michael Jackson em relação ao planeta devido acontecimentos como desmatamentos, aquecimento global, guerras e queimadas florestais. No clipe filmado em Nova York, Michael canta decepcionado com o planeta em meio a tocos de árvore queimados e solo erosivo. As filmagens aconteceram na floresta amazônica no Brasil, Croácia e Tanzânia, com nativos de cada região, e não atores. A floresta em que Michael canta é fictícia. Na bridge e ao fim da canção, Michael entona “eu antes sonhava, viajava além das estrelas, agora nem sei onde estamos, só sei que fomos longe demais! Como fica o ser humano, o que me diz de morte? A gente ao menos dá a mínima?”


06. D.S.
Composição: Michael Jackson

D.S. (abreviação de Dom Sheldon, máscara que esconde o título original “Tom Sneddon”) é um ataque cru e direto ao promotor Thomas Sneddon do Distrito de Santa Bárbara, o qual emitiu um mandato para que se tirassem fotos do corpo nu de Michael Jackson, no intuito de encontrar evidências que batessem com as declarações do garoto acusador. Além disso, Tom Sneddon também é acusado de forjar evidências para levar Michael Jackson a prisão, no julgamento de 2005. Na letra do encarte, o refrão consta como “Dom Sheldon e D.S. Sheldon” sendo que na verdade Michael canta “Tom Sneddon e Thomas Sneddon”, além de ir a frente acusando o promotor de conspiração, racismo e antiética. “Ele andou mandando cartas pro FBI? Ele disse ‘faça isso ou morra’?”


07. Money
Composição: Michael Jackson

Após falsas acusações de abuso, gente interesseira ao seu redor e amigos falsos querendo seu dinheiro, Michael nunca se sentiu tão inspirado para criar uma música que falasse disso. Em Money (“Dinheiro”), Michael cita ganância, gula, luxúria, mentiras, falsidade e todo o resto que transforma as pessoas para que consigam dinheiro e fortuna. No refrão da canção, Michael entona “Qualquer coisa por dinheiro, mentiria por você, morreria por ele, até venderia a alma ao diabo.”



08. Come Together
Composição: John Lennon / Paul McCartney

Versão original sendo dos Beatles, escrita por John Lennon e Paul McCartney, Come Together (“Venha junto”, em tradução literal) talvez seja a única música de HIStory que não tenha significado próprio a Michael Jackson, a não ser a velha vontade de que o cantor tinha de incluir sua versão em um álbum desde o lançamento do filme Moonwalker, em 1988, aonde Michael interpreta a música no palco. Em 1990, foi dito que Michael lançaria um álbum coletânea chamado Decade, e que Come Together estaria inclusa, porém a idéia foi engavetada, dando origem ao álbum inédito Dangerous, de 1991.


09. You Are Not Alone
Composição: R. Kelly

Nesta canção recordista (primeira a ser lançada já em primeiro lugar no ranking da Billboard) chamada You Are Not Alone (“Você não está sozinho(a)”, em tradução livre), imagina-se quantas vezes Michael deve ter dito esta frase a si mesmo durante a tortura das acusações de abuso sexual dois anos antes, em 1993. Com uma entonação melódica e romântica, Michael canta “você não está sozinho, eu estou aqui com você, embora você esteja longe, eu vim para ficar.” No clipe que acompanhou o single, Michael aparece com a sua então esposa Lisa Marie Presley. A música tem muito a ver com o cantor, embora não tenha sido composta por ele, e sim pelo astro do R&B R. Kelly, o qual viria a compor para Michael os futuros sucessos Cry e One More Chance.


10. Childhood
Composição: Michael Jackson

Com grande chance de ser a música mais tocante e auto biográfica de toda sua carreira, em Childhood (“Infância”) Michael lamenta a infância perdida devido a fama e ao trabalho árduo desde criança. Com crianças voando em barcos voadores e brincando em solo no vídeo clipe, Michael encontra-se solitário sentado em uma rocha enquanto canta “antes de me julgar, tente me amar. A dolorosa juventude que eu tive. Você viu minha infância por aí?”


11. Tabloid Junkie
Composição: Michael Jackson / James Harris III / Terry Lewis

Algo que assola a vida de Michael desde que se tornou o maior astro do mundo é sem dúvida a imprensa marrom, aquela composta por pessoas que se auto intitulam jornalistas porém seu único trabalho é mentir e publicar invenções pejorativas a respeito de celebridades. Em formatos conhecidos como tablóides, Michael Jackson foi o artista mais atacado por este tipo de imprensa. Claramente, durante as acusações, Michael foi apedrejado por estas pessoas, tendo seu nome envolvido em mentiras e invenções absurdas a cada dia de sua vida. Na letra de Tabloid Junkie (“Tablóides lixos”, em tradução livre), Michael inclusiva cita a Princesa Diana, que veio a falecer em um acidente causados por paparazzi, e canta no refrão:
“só porque você leu na revista ou viu na TV não significa que seja real, embora todos queiram acreditar naquilo.”


12. 2 Bad
Composição: Michael Jackson / Bruce Swedien / Rene Moore / Dallas Austin

Em 2 Bad (“Muito ruim”, em tradução literal, mas encarado popularmente no Brasil como “Que pena”), Michael se dirige a todos em geral que tentam destruí-lo, desde os acusadores até os jornalistas. Com um rap estrelado pelo jogador de basquete Shaquille O’Neal, a letra segue “que pena, por que você não grita e berra? Estou de volta aonde sempre quis estar, de pé embora você continue me chutando!”


13. HIStory
Composição: Michael Jackson / James Harris III / Terry Lewis

Música título do álbum, em HIStory (“História”) Michael canta em especial sobre as guerras, comenta sobre soldados, liberdade, bravura e determinação, com discursos de fundo de acontecimentos históricos como o nascimento de Martin Luther King, a queda do muro de Berlim, o primeiro vôo realizado etc. “Um soldado morre, uma mãe chora, a promessa brilha nos olhos de um bebê. Todas as nações cantando, vamos trazer harmonia a todo o mundo.”


14. Little Susie
Composição: Michael Jackson

Nesta canção, uma das mais misteriosas e enigmáticas da carreira de Michael, a letra conta sobre uma garotinha que vivia sozinha sem amigos, porém após uma queda das escadas ela vem a falecer, e somente em seu enterro é que as pessoas aparecem com comentários até que hipócritas sobre a tragédia. Alguns acreditam que a pequena Susie da canção é o próprio Michael, outros que a canção é um tributo a verdadeira Susie, a garotinha que cometeu suicídio em casa após seus pais a terem abandonado, na Itália. “Ninguém se importava, apenas em amá-la,
uma queda das escadas, oh, o sangue em seus cabelos.”


15. Smile
Composição: Charlie Chaplin / John Turner / Geoffrey Parsons

Nesta canção que esbanja voz e talento, Michael canta e encoraja o ouvinte a sorrir, embora o coração venha a doer em certos momentos tristes da vida. A música original data de 1936, de Charlie Chaplin, um ídolo do astro.


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