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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

As piadas sobre os poloneses irritavam Michael Jackson - Jolanta Tourel



"Michael era dolorosamente modesto e sentia que tinha uma missão na vida", conta Jolanta Tourel à TV N24. Ela revelou uma conversa gravada com Jackson, em que o artista diz que queria "dar à Polônia classe e honra."

Jolanta é Presidente do World Trade Center de Varsóvia - um membro do mundial World Trade Centers Association - uma organização apolítica que colabora estreitamente com os ministérios e agências governamentais que se dedicam à promoção do comércio e das exportações.

Michael tinha planos de construir um parque de diversões na Polônia com o envolvimento de artistas em outros investimentos. 

Michael teria dito a Jolanta que as piadas que ouvia a respeito dos poloneses o irritavam, e ele as derrubaria e ajudaria a trazer classe e honra à Polônia.

"Quando eu perguntei-lhe sobre questões relativas à sua vida privada, ele respondeu: "tudo o que tenho a dizer está em minhas canções." A maioria das letras de suas canções foram escritas por ele mesmo. Quando lhe perguntei porque ele passa tanto tempo com as crianças, ele me respondeu que a ideia era mudar o mundo. Ele disse que conversar com as crianças pode influenciar o futuro deste mundo, e os adultos não podem mudar, porque eles já estão 'programados'. Ele compreendia bem a mentalidade das crianças."

Jolanta contou sobre seu encontro com Jackson em Paris, onde pôde ver como ele se preparava para o palco: 

"Pouco antes do show, Michael Jackson, juntamente com todos os músicos de sua banda, se davam as mãos e oravam, cada um à sua maneira e se concentravam."

Em sua opinião, Michael era muito aberto e interessado na História da Arte e Cultura: "Quando eu falei em polonês, ele perguntou a seu amigo, o Professor Kwiatkowski, que falou com ele sobre o estilo Barroco."

Michael no Palácio Wilanów - Varsóvia 

Com o Professor Kwiatkowski 

Ela acrescentou que Michael também estava interessado em todas as realizações técnicas: "Muitas vezes, Jackson chamava o meu marido no meio da noite com ideias diferentes para debater."


Fontes:
http://www.tvn24.pl/1,1608276,druk.html

http://cartasparamichael.blogspot.com.br/2012/05/jolanta-tourel.html#more

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Vitiligo



Michael usava luva para esconder as manchas de vitiligo que estavam surgindo na mão dele. A Karen Faye (maquiadora do MJ) afirmou isso.

Michael passava maquiagem na pele (maquiagem marrom para ficar da cor da pele dele) e usava a luva por cima. 

Essa imagem aqui é de uma luva que MJ usou na turnê Victory,
em 1984: 


(Reparem só na maquiagem que ficou na luva.)





O dermatologista de Michael, Arnold Klein, disse em uma entrevista que o vitiligo de Michael era muito ruim, difícil de ser tratado, e a decisão de ser branco não foi dele, simplesmente a doença foi o levando até onde ele chegou. Michael tomou remédios para acelerar o procedimento já que ele trabalhava com sua imagem, e ele querendo ou não, ficaria com 95% da pele branca, pois a doença se espalharia de qualquer maneira. Arnold disse que Michael teve perda da pigmentação da pele e manchas por todo o corpo, mas que em seu rosto e em suas mãos foi particularmente difícil de se tratar. Disse também que Michael era muito orgulhoso de sua herança negra, e acreditava que algum dos parentes de Michael, de fato, tinham Vitiligo.

Devemos considerar que na época em que Michael passou a ter a doença, não haviam tantos recursos, remédios e tecnologias para tratar disso.

   



 

"Não posso crer que este cara me acordou para uma foto!"


Porque é que o cabelo de Michael que parece de quem acabou de acordar?
Marlo Henderson trabalhou nos álbuns Off the Wall e HIStory Michael Jackson (e em alguns dos Jackson 5).
Marlo precisava de uma foto para o seu currículo e pediu ao estúdio para pedir permissão. Em seguida, ele foi para o estúdio onde estava gravando Thriller e descobriu que Michael estava dormindo porque ele tinha passado a noite toda trabalhando.
Lhe sacudi para pedir para tirar uma foto juntos e ele acordou.
Michael foi amigável, mas disse: "Que …????!" Não queria levantar-se! mas no final ele o fez, saiu, tirou algumas fotos e voltou a dormir.
Michael olhou para Marlo entre os disparos, dizendo: “Eu não posso acreditar que esse cara foi me levantar para uma foto...”.
Mas posou com este aspecto e este cabelo recém-levantado.
Ele foi muito gentil em fazer isto, lembrou-se Marlo.
Marlo morava perto de Michael e o conhecia desde 1971. Eles costumavam se encontrar em um local de lavagem de carros em Encino, onde Michael estava lá toda semana, e ali os jovens conversavam por algumas horas em uma confeitaria enquanto eram lavados os carros.
Marlo lembra Michael como ele era despretensioso, sério, mas brincalhão, curioso e sempre querendo quebrar barreiras. Ele gosta desta fotografia porque é muito natural.
Esqueci-me de dizer que Marlo Henderson é guitarrista e aqui você pode ouvir uma entrevista de rádio na qual ele conta essa anedota (de aproximadamente 6,55 minutos):
http://www.ustream.tv/recorded/11507766

Fonte:
http://falandodemichaeljackson.wordpress.com/

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Será que estamos loucos?


O apresentador de TV, William Wagener, conta a história de uma revelação que teve de 'Deus', em 2005, na época do julgamento, quando estava na frente dos portões de Neverland: ‘Michael Jackson é completamente inocente de todas essas acusações. Ele será declarado não culpado de todas as dez acusações... Michael Jackson é meu. Michael me pertence’. Este é um pequeno vídeo de uma entrevista de três horas, em 8 de outubro de 2010, com a Reverenda Catherine Gross, em seu programa de rádio blog 'Um lugar no seu coração’.

Links para mostrar seus sites:
-http://www.blogtalkradio.com/a-place-in-your-heart// WILLIAM WAGENER

YouTube:
http://www.youtube.com/user/williamwagener

O que faz um jornalista se expor dessa maneira; o que faz pintores profissionais se exporem dessa maneira, diante do mundo, se não fossem movidos por algo muito grande, ainda que imperceptível ao nível dos cinco sentidos que conhecemos?!

Bem sei que muita gente vai julgar e dizer que é oportunismo; que estão usando o nome de Michael para se promover e ganhar dinheiro... Será mesmo?! Será que é só isso mesmo?! Será que ninguém é capaz de fazer algo desinteressadamente?!

Eu senti na alma e na carne o que é essa energia desconhecida, quando escrevi o livro SIMPLESMENTE MICHAEL. Eu nunca tive a intenção de escrever um livro sobre Michael; isso veio de dentro, de repente, e com uma força e uma urgência espantosas. Eu não tinha controle sobre esse processo, eu escrevia coisas que não saíam da minha mente: saíam de algum lugar dentro de mim. Eu escrevi como se conhecesse Michael por dentro, eu senti o que ele sentia, tanto as dores quanto o êxtase da sua alegria criança. Foi mágico... E continua sendo.

Eu me expus à opinião pública tal como essas pessoas estão se expondo, e não tememos isso.... Não importam as consequências. O Espírito vem e ordena: DO IT! FAÇA! E fazemos. Não controlamos isso.


Se levarmos em conta que são pessoas que nunca tiveram um único contato; pessoas que sequer sabem da existência uma da outra... Como explicar que tantos sejam levados a se exporem à palmatória do julgamento social, e até religioso?!

David Nordhall

David Nordhall

David La Chapelle

David La Chapelle

Nate Giorgio

Céline Lavail

Céline Lavail

SERÁ QUE ESTAMOS LOUCOS? 

Créditos:
Conceição Victor

http://michael-iloveyoumore.blogspot.com.br/

"Captain Eo"

“Captain Eo aconteceu porque os estúdios Disney desejavam que eu programasse uma nova atração para os parques.
Eles disseram que não se importavam com o que eu fizesse, desde que fosse algo criativo.
Tive essa grande reunião com eles, e no decorrer da tarde, disse-lhes que Walt Disney era um herói para mim e que eu estava muito interessado na história e filosofia Disney.
Quis fazer algo com eles, algo que o próprio Sr. Disney teria aprovado. Tinha lido diversos livros sobre Walt Disney e de seu império Criativo, e foi muito importante para mim a fim de fazer as coisas como ele aceitaria.

No final, eles me pediram para fazer um filme e eu concordei. Eu lhes disse que gostaria de trabalhar com George Lucas e Steven Spielberg. Descobriu-se que Steven estava ocupado, então George trouxe Francis Ford Coppola e essa foi a equipe de 'Captain Eo'. 

Captain EO é sobre a transformação e a maneira como a música pode ajudar a mudar o mundo. George apareceu com o nome de Captain EO. (Eo em grego significa amanhecer).

A história é sobre um jovem que vai em uma missão a este planeta miserável, dirigido por uma rainha má. A ele é confiada a responsabilidade de trazer luz e beleza aos habitantes. É uma grande celebração do bem sobre o mal." – Michael Jackson,  livro Moonwalk.

Captain Eo - Parte1


Captain Eo - Parte2


Captain EO é um filme 3D estrelado por Michael Jackson e dirigido por Francis Ford Coppola, que foi mostrado nos parques temáticos da Disney de 1986 a 1990. A atração voltou para os parques temáticos da Disney, em 2010, como uma homenagem após a morte de Jackson. O filme foi coreografado por Jeffrey Hornaday e Michael Jackson. Captain EO é considerado como um dos primeiros filmes 4-D (4D é o nome dado a um filme 3D que incorpora no teatro, efeitos especiais tais como lasers, fumaça, entre outros, quando sincronizado com a narrativa do filme).
Está inovação foi sugerida pelo escritor-produtor Rusty Lemorande que é, portanto, por vezes referido como "O Pai de 4-D". 

Captain EO fez pleno uso dos seus efeitos 3D.
A ação na tela estendida para o público, incluindo efeitos de laser, efeitos de fumaça, e starfields que encheram o teatro.
Esses efeitos resultaram em dezessete minutos de filme custando cerca de 30 milhões de dólares para produzir.
A versão de 2010 não inclui o laser e nem efeitos starfield. 

Foi criado um making of, lançado junto com o filme, que continha cenas inéditas por trás das câmeras que ficou conhecido como Captain EO: Backstage. A peça foi produzida para a televisão pela MKD Productions e foi dirigida e organizada por 
Muffett Kaufman e Whoopi Goldberg, simultaniamente . 

Making of



O filme conta com duas músicas principais: "Another Part of Me", que foi remixada e lançada no álbum Bad (de 1987), e "We Are Here to Change the World" que só foi lançada oficialmente no álbum Michael Jackson: The Ultimate Collection (de 2004).

"Captain Eo" originalmente foi passado na Disneylândia 1986-1997. Ele foi trazido de volta para o início de fevereiro de 2010 em Tomorrowland. Abaixo estão alguns vídeos sobre a primeira apresentação oficial em 23 de fevereiro de 2010.

Captain EO na Disneylândia Tribute



Fontes: 
http://www.michaeljacksontributeportrait.com/article.php?article_id=344 ehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Captain_EO 


http://michael-iloveyoumore.blogspot.com.br/ 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tirinha :)




Michael Jackson moldou meu caráter

Leandro Lapagesse:
“Michael Jackson moldou meu caráter”


Desde criança, o DJ e produtor Leandro Lapagesse, 30 anos, é fã inveterado de Michael Jackson.
“Minha mãe me ninava com as canções dele. Meus presentes de Natal e aniversário eram CDs, livros e roupas do Michael”. Ele é dono da maior coleção da América Latina de artigos relacionados ao cantor e verá sua vida de tiete transformada em peça. 

No dia 17, poucos dias antes do aniversário de Michael, que completaria 54 anos no dia 29, estreia no Teatro do Leblon, no Rio de Janeiro, o espetáculo Michael & Eu com os atores Pedro Monteiro e Bruno Garcia interpretando, respectivamente, o fã e o psicólogo que tenta entender sua relação com o ídolo. 

Quais as loucuras que você já fez pelo Michael?
RES: Quando Michael morreu, larguei tudo e fui ao velório dele nos Estados Unidos. Cheguei lá com pouquíssimo dinheiro e sem falar quase nada de inglês, mas não me arrependo. As pessoas dizem que é loucura o fato de eu gastar tanto com minha coleção e de ter cinco tatuagens em homenagem a ele no braço. Mas tudo isso é amor, o mais puro e simples amor. 

O que está achando de sua história virar uma peça?
RES: Nunca imaginei ver coisas da minha vida no palco. A peça é uma grande homenagem ao eterno Rei do Pop e mostra a história de um fã, inspirado em mim, que tem sua vida completamente abalada pela morte do cantor.

No que você se parece com ele?
RES: Michael moldou meu caráter. Ele me ensinou que não importa quem vc é, desde que você seja um verdadeiro amigo.Com ele aprendi a ser simples, verdadeiro e manter sempre um lado infantil vivo.

Já chegou perto do seu ídolo? 
RES: Quando ele esteve no Morro Santa Marta, em 1996, eu consegui apertar a sua mão. Michael me deu uma bala de pera e falou ‘I love you’. Eu guardei a bala por cinco anos na minha geladeira. Mas ela se desfez, então peguei o papel e emoldurei. Afinal, ali tem a impressão digital dele.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O.O



Um disco chamado "Ben", um filme chamado "Ben", um rato chamado "Ben" e... Michael Jackson

Ben é o nome do mais recente álbum solo de Michael Jackson e o título de um novo filme que é a sequência de Willard. Com exceção do mesmo nome, há poucas semelhanças entre os dois. O álbum provavelmente fará com que milhares corram até as lojas e o filme provavelmente fará com que uma quantidade igual corra para a ‘casa de banho’.
Vendo pelo lado positivo, há o novo LP de Michael. Ele divide a capa do álbum com Ben: um grande rato preto, também estrela do filme mencionado. Na contra-capa está Michael usando um deslumbrante par de calças de couro marrom, sentado em uma bicicleta com um chapéu de aparência familiar na sua cabeça. Felizmente, o álbum é tão bom por dentro quanto Michael é bonito por fora.

O Lado Um abre com o tema-título: algo como uma canção de amor sobre um amigo, que Michael realiza muito convincentemente; considerando que é sobre um rato. Logo a seguir, há Greatest Show On Earth, que começa com alguns belos arranhões acústicos de guitarra. Temos instrumentos de corda a todo vapor e Michael em harmonia num vocal duplo. Ele voa por sobre um bom conjunto de letras. Conquista outra grande faixa no vinil. People Make The World Go Round é originalmente dos Stylistics, mas aqui recebe um tratamento excelente. As vozes de apoio femininas são bastante lisonjeiras. We’ve Got a Good Thing Going foi o Lado B de I Wanna Be Where You Are nos Estados Unidos. Tem as mesmas leves qualidades balançantes de Got To Be There e por esta razão, empata com Greatest Show On Earth como a minha escolha de possível melhor single. O Lado Um termina com uma versão quase irreconhecível daquela pérola esquecida chamada Everybody’s Somebody’s Fool. O shu-bop-shu-bop no fundo é a única pista sobre a idade desta música. 

O Lado Dois abre com uma das grandes canções de todos os tempos – My Girl. Em sua maior parte permanece a mesma que na forma original, exceto pelo meio da faixa que, com novos arranjos, soa muito como uma canção chamada Don’t Let Your Baby Catch You Running Around que estará no álbum vindouro Lookin Through The Windows. What Goes Around Comes Around é uma prazerosa canção moderada; outra boa faixa do vinil. In Our Small Way é exatamente a mesma música que está no primeiro álbum solo de Michael. Não encontro nenhum motivo para isso, a não ser que talvez a mudança de Detroit para Los Angeles tenha feito com que alguém no controle de qualidade pegasse no sono. 

Acordem aí!! Shoo Be Doo Day, como a versão de Stevie Wonder, é o rock do álbum e You Can Cry On My Shoulder é a perfeita faixa de encerramento; não somente emociona, mas poderia aquela menina de doze anos resistir a tal convite? 

Em como o seu primeiro álbum a solo, Michael Jackson mais uma vez provou que porque apenas se tem catorze anos não significa que deva soar como tal. Esta é a diferença entre os homens e os meninos, Donny [Osmond]. 

O filme, a propósito, é a sequência de Willard. Ben e os seus quatro mil amigos roedores tentam sobreviver nos esgotos da cidade enquanto as forças da civilização (leia-se a polícia de Los Angeles) tentam exterminá-los. Neste filme carregado de emoção (bocejo), Ben torna-se amigo de um terrível ator infantil, que deveria sofrer de uma complicação cardíaca fatal na trama. O rapaz encontra o seu primeiro amigo nesta adorável bola de pêlos de quatro patas, e tenta ajudá-lo através da sua “luta por sobrevivência”. A tensão aumenta tal como um anúncio de Tankard, com a emoção que se pode encontrar numa história de amor da revista Woman’s Own. O melhor de todo o filme é que Michael Jackson canta a música tema. São filmes como este que podem destruir a raça humana com mais eficácia do que qualquer rato.

Record Mirror, 19 de Setembro de 1972 

Retirado de: MJ L.O.V.E 


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vale a pena ver!! - Obra faz um estudo psicológico sobre Michael Jackson


Se estivesse vivo, Michael Jackson completaria 54 anos no mês de agosto. Depois de sua morte, foram publicados vários livros sobre o Rei do Pop. Agora, chega às livrarias um título que tem um viés diferenciado.
“Simplesmente Michael – Mistérios e Enigmas de Uma Lenda Viva” é um estudo psicológico e profundo dos mais diferentes aspectos do artista. A autora desta obra é Conceição Vitor, que conversou com a Jovem Pan sobre o livro.
De acordo com ela, a ideia é mostrar ao mundo um Michael que nunca se ouviu falar, como se fosse um manual para entendê-lo. No livro, a autora faz uma análise, cujo foco é o ser humano Michael Jackson. “Ele como pessoa, como ativista humanitário, da relação com os fãs, análise de suas músicas, atributos da sua voz”, revelou Conceição.


OBSV: eu já havia falado desse livro aqui no blog. Confira:

Pelo que sei sobre o livro e sobre o blog da Conceição que acompanho de vez em quando, concordo com algumas ideias sobre o tema.
Michael foi um ser humano fantástico, repleto de amor (basta olhar para ele que a gente já transborda amor no olhar) e de uma essência tão poderosa que parece ser sem explicação. Isso é fato. E uma pessoa assim não pode ser simplesmente uma pessoa comum. Tem que ter algo a mais. E muito já foi pesquisado pra comprovar que de fato, é isso mesmo.
Nem precisa muito, basta olhar para as letras de música dele, para a maioria dos videoclipes, livros, citações, entrevistas, basta escutarmos a voz dele, ver o sorriso e escutar a risada, é td muito puro, uma coisa que não dá pra explicar. Mas dá pra sentir. E é isso que temos que fazer se quisermos entender como Michael era e o que ele quis passar. Vai muito além de ser rei do pop ou o maior vendedor de discos da história. Isso foi só um meio necessário para que ele pudesse se fazer conhecido e realizar o que ele tinha que fazer aqui. O que ele tinha que ensinar aqui. Tudo tinha um motivo, um porquê.
O amor não morre, nada vence o amor, nada supera, nada destrói ou derruba, nada mata o amor. E Michael é Amor. É o próprio amor que se revestiu de humano para nos ensinar. Afinal, qual artista influencia seu fã ao ponto de os movimentarem a fazer doações, visitar hospitais, orfanatos, a construir ongs, abrigos para animais, campanhas para doação de sangue e doações para instituições? Qual é o artista que influencia seu fã de tal maneira, que o faz pensar antes de falar? Antes de agir? Que te molda o som da voz, o jeito de agir? Com todo respeito aos outros,  mas Michael Jackson é Michael Jackson. Pessoalmente, ele foi meu mentor. Esse menino mudou a minha vida totalmente, ele me abriu os olhos incrivelmente. A mensagem de Michel é poderosamente doce... E você adora o sabor dessa doçura. Você pode ser o ser humano mais duro que existir, mas basta dedicar um tempo pra ele, que sua visão de mundo mudara totalmente. A influência dele é irresistível e o melhor, sem barreiras.
Michael muda a concepção de vida de qualquer pessoa que se abra para conhecer sua história, simplesmente porque ele próprio se moldou de acordo com o que acreditava. Um ser humano que, a olhos estranhos, parecia complexo, mas na realidade era de uma essência extremamente simples.

blog cantinho do MJ

quarta-feira, 25 de julho de 2012

"As pessoas pensavam que ninguém iria superar os Beatles. E então chegou Michael Jackson."

Uma retrospectiva da vida em turnê com Michael Jackson, por Bryan Matthews

Michael Jackson era um artista consumado, que sabia exatamente como organizar um show e colocar o público a seus pés.
As equipes de produção tiveram a experiencia de conhecer como era realmente a vida de Michael Jackson. Os técnicos de iluminação Peter Morse, Jim Waits, Benny Kirkham e Gregg Brooks compartilharam o trabalho com Michael, uma perspectiva única sobre o Rei do Pop.

“Eu era o designer de iluminação na ‘Dangerous’e ‘HIStory’ tours e também em ‘Michael Jackson and Friends”, conta Peter Morse. “Eu tinha trabalhado com o empresário de Michael há alguns anos, por isso, quando me ligaram, claro que eu disse que sim.” “Eu estava animado porque, tecnicamente falando, Michael é um sonho para um designer de iluminação. Não havia barreiras ou limitações com ele, e mesmo quando algumas de suas idéias nos parecia remotamente estranhas, nós encontrávamos uma forma de realizá-las. Era o tipo de artista com o qual se poderia chegar tão longe quanto você quisesse para alcançar um efeito, não ainda o Eclipse, mesmo que servisse apenas para apoiar o que estava sendo feito. Ele tinha essas idéias estranhas e maravilhosas que eu não sabia como atingir tecnicamente, mas conceitualmente sabia no que resultaria. Ele pedia coisas de uma forma simples, mas que requereriam vários desafios tecnológicos".

“A primeira coisa que eu fiz com o Michael foram shows do Jackson 5 no final dos anos 70 e a próxima vez, quase dez anos depois, em 1987″, disse Jim Waits. "Foi sua primeira turnê solo, Bad, que veio depois da Victory Tour. Eu era o programador de Vari-Lite e era o chefe de sua equipe técnica".

“Comecei com Michael na HIStory Tour, na primavera de 1996", diz Benny Kirkham. “Enquanto eu estava trabalhando para Vari-Lite quando Jim Waits recomendou meus serviços para o show. Usamos todos a iluminação clássica VARI * LITE para a turnê, tais como: VL2C, VL4, VL5, Washington e VL6. Meu trabalho consistia em colocá-las todos os dias".

“Quando Jim Waits me chamou pela primeira vez, eu estava nos Jogos Olímpicos de Atlanta. Fazia muito calor, então quando ele me ligou para me tirar de lá e fazer uma tour com Michael Jackson, eu adorei", disse Gregg Brooks. “Foi ótimo porque era minha primeira turnê. Benny e eu trabalhamos juntos com técnicos da Vari-Lite levando toda a iluminação."


“Todo artista é diferente”, continuou Morse. “Alguns artistas não se envolvem na iluminação do show e outros nem sequer sabem o seu nome. Outros envolvem-se amplamente. Alguns sabem o que estão falando e outros não. Michael podia não saber o que estava pedindo tecnicamente, mas artisticamente, em sua mente, ele sabia o que queria. Às vezes, ele dizia, ‘eu posso ter bastante luz branca aqui?’ Ou "Posso ter uma luz branca na minha cabeça?" “E é claro que nós fazíamos o possível para que isso acontecesse. Eu cheguei ao ponto de poder adivinhar o que ele queria, pois sabia o que ele estava pensando sobre a questão da iluminação. A beleza da nossa relação de trabalho era que eu poderia atingir as profundezas da minha imaginação e eu sabia que não estava indo longe demais. Nada era estranho demais para ele.

“Michael era diferente de qualquer outro com quem eu trabalhei”, diz Waits. “Ele estava totalmente envolvido, mas não necessariamente desde o início. Esperam que todos estivessem sentados e aí fazia as mudanças, ou pedia para acrescentar algo. E pedia rapidamente. No primeiro dia de ensaios, me pediu para programar tantos efeitos de luz quanto eu pudesse, e cheguei a fazer uns 140 antes que Michael estivesse pronto para ver o que tínhamos. Depois de ver todos eles e depois de uma breve conversa, o designer de iluminação me informou que Michael queria usar todos eles em cada canção. Então aprendemos que, talvez, deveríamos ensinar a ele apenas um pouco de cada vez."


“Todo mundo quer saber como ele é realmente”, afirmou Kirkham. “Eu encontrei com ele algumas vezes e foi muito profissional e eu o achava muito inteligente. No final da turnê HIStory posou para fotos com toda a equipe, não foto de todo o grupo, mas fotos individuais. Gregg e eu temos essa foto com Michael pendurada na parede e todo mundo pergunta a mesma coisa: É real? E isso é exatamente o que Michael era, era autêntico".

A turnê nacional é uma jornada longa e difícil. Uma turnê internacional é ainda mais longa e mais intensa. Se você acrescentar a isso o fato de que você está viajando com um dos artistas musicais mais populares do mundo, pode ter uma ideia. A vida em turnê com Michael Jackson foi dura, mas também cheia de ótimas lembranças.

“Michael sempre foi muito focado na apresentação do show em si”, diz Morse. “Isso significava tecnicamente, musicalmente e em todos os outros aspectos do desempenho. Mas havia sempre uma parte específica do concerto dedicada ao seu desejo de curar o mundo de uma forma em que ele ou sua música pudessem fazê-lo. A turnê Dangerous foi realmente sua primeira declaração focada em ‘Heal the World e Curar as Crianças’. Estava sempre subentendido e efetivamente era uma parte do show. Percebi que a reação das pessoas era sempre a mesma, onde quer que ele fosse. Em muitos lugares, os fãs não sabiam falar uma palavra de Inglês, mas eles sabiam as letras de todas as músicas. Você pode sempre ouvi-los cantando em coro. Era fenomenal. No concerto televisionado de Dangerous em Bucareste, Romênia, a absoluta imensidão da audiência era obvia. Fiz tour com com artistas como Madonna, que tiveram 100.000 a 200.000 pessoas em um estádio, aquela era a maior multidão que eu já vi. Rodeavam todo o estádio e alguém disse que era a maior multidão desde a revolução. Estávamos um pouco nervosos com a presença do exército, mas o nervoso desapareceu quando as pessoas começaram a cantar em coro. Eu não sei como o viam pessoalmente, mas Michael foi definitivamente um tipo de Flautista de Hamelin ou um messias diante de seus olhos. Ele defendia o amor para o mundo todo e eu acho que eles (fãs) rapidamente perceberam isso".


“Quando fui ao Japão pela primeira vez com Gênesis e passeava com a banda em templos, tirando fotos, era como um passeio em família.” Waits disse. “Mas se você fosse ali com Michael Jackson e ainda usasse uma jaqueta com o logotipo da turnê, seria literalmente esmagado. Você poderia ser um total estranho, mas se estiver associado com a tour, já seria alguém. É um pouco preocupante do meu ponto de vista. Algumas pessoas gostam, eu e outros como eu, tentamos escapar. Levei várias camisetas lisas para usar em público".

“Em 1988, um ano antes da queda do Muro de Berlim, atuamos no Reichstag, o antigo Parlamento”, continua Waits. "Concertos foram realizados no espaço que havia na frente e poderia acertar uma pedra no muro de onde estávamos. Nós colocamos luzes e som extras para que as pessoas pudessem ver e ouvir do outro lado. Disseram que o público nas ruas do outro lado era dez vezes maior do que o que tínhamos ali em frente, e que o espaço estava completamente ocupado. Foi um dos momentos mais memoráveis de que eu fiz parte e estar com Michael Jackson o torna ainda mais memorável".



Kirkham acrescentou: “Na nossa turnê, Michael foi definitivamente um embaixador internacional da paz. Tivemos alguns momentos incríveis nos shows. Tinhamos uma cena de uma cidade enorme bombardeadas com fumaça saindo dos edifícios destruídos. A população local se misturava com os dançarinos e, em seguida, cantavam Earth Song. O refrão dizia “E quanto a nós’” e no final da música uma luz cegante e um tanque surge do fundo do palco. Era um tanque verdadeiramente único e Michael parava na frente dele, como se fosse na Praça Tiananmen. O motorista do tanque pulava apontando uma arma para Michael. Ele estendia a mão e baixava a arma, deixando o soldado oprimido pela emoção e, em seguida, uma garota local se aproximava do soldado e dava-lhe uma flor. Depois entravam as bandeiras de todos os países do mundo, enquanto tacava ‘Pictures at an Exhibition’ com tambores enormes, os dançarinos e artistas agitavam as bandeiras enormes de todos os países por volta dos que faziam a turnê. Foi extraordinário. Não se pode subestimar a popularidade que Michael tinha e tem, não importa onde fossemos, e fomos a países da Europa Oriental, onde poucos anos antes haviam tanques nas ruas. As pessoas se emocionavam em todo o mundo e esta é uma recordação que terei comigo para sempre".


“Existem grandes recordações da turnê com Michael”, diz Brooks. “Um dos mais importante é que fizemos muitos shows na chuva. Lembro-me de uma noite miserável na turnê da Ásia, enquanto carregávamos o material e pequenas mulheres asiáticas nos deram uma mão. Faziam um grande esforço para empurrar com a rampa molhada as enormes caixas VL2C enquanto chovia fortemente. Era uma espécie de aviso de que não estávamos no Kansas, mas trabalharam tão duro como qualquer outro membro da equipe que tínhamos na turnê e nunca as esquecerei".

“Estou orgulhoso de ter trabalhado para uma pessoa que, você pode dizer, era um profissional consumado todos os dias”, diz Kirkham. “Michael Jackson trabalhava tão duro quanto qualquer outro na turnê. As pessoas vêem a simplificação de sua vida na mídia, mas eu sei que era um bom chefe e eu sei que era um artista incrível. Depois da minha experiência pessoal, pude ver centenas de concertos, posso provar o que digo".

“Eu realmente gostei de trabalhar em turnê com Michael Jackson, mas nunca me qualifiquei como um fã e nunca comprei nenhum de seus álbuns, mas quando eu soube de sua morte algo dentro de mim me fez sentir como se tivesse perdido alguém próximo” , confirmou Brooks. “Eu não sei explicar, mas fiquei surpreendentemente alterado”.

“A lembrança que terei sempre de Michael é a primeira reunião que tivemos para discutir idéias sobre a Dangerous Tour”, diz Morse. “Encontrei em Michael a pessoa mais carinhosa e divertida que eu já conheci, nada a ver com a imagem pública que os outros viam. Contava grandes histórias cheias de piadas sobre seu passado e era extremamente simples. Minha primeira conexão com ele, eu disse que era acessível e definitivamente tinha uma boa visão para as coisas grandes, não só sua carreira, mas também para os seus shows. Era uma pessoa criativa por isso era um sonho se tornando realidade para um designer de iluminação".


Morse continua: “Um dia durante os ensaios, Michael estava pronto para ensaiar o número de abertura e saiu catapultado no que chamamos de torradeira, voando a partir de um buraco e aterrissando em ambos os pés. Ele estava com o icônico traje de metal, com óculos escuros e cabelo comprido, com um olhar fixo, duro e distante. No primeiro dia, fez isso com cerca de 50 pessoas na equipe e bailarinos assistindo apenas, ficou lá por cerca de quatro minutos. Nós nos entreolhamos nervosamente nos perguntando o que ele estava fazendo. Então, ele lentamente levantou sua mão, pegou os óculos e os tirou. Pareceu durar uma eternidade e, em seguida, rapidamente se virou e começou a música. Claro que eu me perguntava por que ele fazia essa longa pausa. Bem, a razão é que ele sabia exatamente quanto tempo necessitava manter esta pose para o público. A primeira vez que ele fez ao vivo no Estádio de Munique, a pausa era exatamente do mesmo tempo que nos ensaios e a multidão foi à loucura. Ele sabia disso".


“Dirigir a iluminação para um concerto de Michael cada noite com a multidão que tínhamos e os lugares onde estávamos era muito impressionante”, diz Kirkham. “Uma turnê sempre acaba sendo rotina, de qualquer maneira. Com o tempo, qualquer coisa pode tornar-se normal, mas o extraordinário era ter uma multidão daquele tamanho. Eu acho que em Varsóvia havia cerca de 400.000 pessoas no show. No papel é simplesmente um grande número, mas só quando você vê 400.000 pessoas em um único lugar, realmente pode perceber a enormidade que isso é".

“Em uma turnê com Michael definitivamente se trabalha com uma equipe de ponta” continua contando Kirkham. “Eu lembro que havia um outro par de turnês naquele ano, mas sentíamos que estávamos trabalhando com algumas das melhores pessoas neste negócio. E você sempre sabia que podia confiar nos colegas ao seu redor. Todo mundo se esforçava para fazer seu melhor. Era extraordinário. Era um trabalho muito duro e havia dias em que você realmente odiava a vida. Saímos por sete meses consecutivos e corremos todo o mundo. Nos sentíamos infelizes às vezes, mas no final, nos olhávamos uns aos outros e percebíamos que tínhamos realmente feito algo grande".

“Enquanto nós estávamos em turnê, eu lembro de ter pensado como era quando você olha para trás desde a época dos Beatles”, diz Brooks. “Sempre assisto histórias de milhares de fãs gritando quando eles vieram pela primeira vez para a América, e sair em turnê com Michael era muito semelhante. Foram duas turnês diferentes com o mesmo título. Na primeira parte, voamos para o leste para o primeiro concerto em Praga e aterrissamos alguns meses mais tarde, em Los Angeles para ir para o oeste. Literalmente voamos ao redor do mundo e pisamos em cada um dos continentes, exceto a Antártida. Essa parte da turnê foi muito tortuosa. O trabalho era às vezes doloroso, mas depois tivemos uma pequena pausa, a produção limpou as coisas um pouco e a segunda parte foi uma turnê normal pela Europa. Tornou-se maior com o tempo. Tínhamos um verdadeiro grupo que estava a bordo cada noites e tornou isso possível".

“Quando eu olho para trás, em uma retrospectiva da vida e da carreira de Michael Jackson, uma das coisas que se destaca para mim é que com toda a sensibilidade que eu tinha e da grande elegância natural para o envolvimento tecnológico, eu jamais pude desfrutar de uma turnê totalmente instalada com iluminação automática", disse Morse. “Haviam me falado de quão grande seria a turnê planejada, mas infelizmente não aconteceu. Michael era mais que um cantor / compositor, era um artista, o artista ideal. Se você nunca se sentou em um estadio com 400.000 fãs gritando e esperando para ver qual o próximo movimento que você fará, você não pode imaginar a magnitude e a profundidade de sua vida e as milhões de pessoas a quem ele inspirou".

Waits concorda: “É difícil”. Toda vez que penso sobre a vida e a história de Michael Jackson, o maior com quem trabalhei. E acima de tudo, Michael estava realmente lá para tudo. Minha última turnê com Michael foi a última para mim e uma boa maneira de terminar, porque eu sabia que depois de trabalhar com Michael e a grande equipe que reuniu, eu não iria fazer nada melhor. Foi um bom momento para terminar essa parte da minha carreira".

“Acho que ele vai ser bem lembrado e a controvérsia em torno de sua vida irá diminuir”, diz Brooks. “No final, será lembrado apenas pelo que fez de melhor, que estava atuando e cantando sua música como só ele poderia fazê-lo.” - Gregg Brooks.

“É difícil dizer em qual posição na hierarquia de artistas musicais Michael será situado”, diz Kirkham. “As pessoas achavam que ninguém poderia superar Elvis e aí os Beatles chegaram. Então, as pessoas pensavam que ninguém iria superar os Beatles. E então chegou Michael Jackson".


Tradução Selma Santi 

Fontes:


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