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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A face de Michael Jackson


Jackson não só gravou, como compôs várias músicas de conteúdo humanista e empunhou a bandeira humanitária que pautou sua vida nos últimos 25 anos: A face coerente de um homem-astro que a mídia não se interessou em divulgar, pois o positivo não dá Ibope nem vende jornais.

Após sofrer acidente com queimaduras por fogos de artifício durante as gravações de um comercial da PEPSI, em 1984, Michael recebeu uma indenização de US$ 1,5 milhão, integralmente usados para a criação do Michael Jackson Burn Center, um centro de recuperação para crianças vítimas de queimaduras. Foi para esse centro que ele comprou a câmara de oxigênio e se deixou fotografar dentro dela.

No mesmo ano, os lucros da turnê “Victory Tour”, ainda cantando com seus irmãos, foram totalmente doados para instituições de caridade.

Em 1992, gravou Heal the World (cure o mundo), mesmo nome da Fundação que criou para gerenciar campanhas humanitárias encabeçadas por ele. Em fevereiro, durante coletiva no New York Radio City Music Hall, em Nova York, Michael anunciou uma nova turnê mundial para arrecadar dinheiro para a fundação, que combatia a propagação do HIV, o diabetes juvenil e apoiava outras fundações, como a Ronald McDonald e a Make a Wish. Todo o lucro da World Dangerous Tour, que quebrou todos os recordes de vendagem, de execução e de público, foi doado à instituição.

No ano seguinte, na cerimônia da posse do presidente Bill Clinton, cantou Gone too soon (Acabou tão rápido), também de sua autoria, chamando a atenção do mundo para a questão das vítimas do HIV, assunto que, àquela época, ainda era tabu no mundo.

Em 1994, doou US$ 500 mil à fundação que leva o nome da amiga, a Elizabeth Taylor’s Aids Foundation. Mais do que ajuda financeira, Jackson levava o conforto da sua presença em visitas secretas a hospitais e orfanatos, e mantinha quartos com equipamentos hospitalares em seu rancho, na Califórnia, para que crianças em estado terminal pudessem visitá-lo, por acreditar que a alegria ajuda a amenizar a dor.

Além de doar milhões para as vítimas e transportar 46 toneladas de suprimentos a Sarajevo (1994), local devastado por guerra, Michael também doou US$ 120 mil para pagar o transplante de fígado a uma criança abandonada em orfanato.

Após sua segunda visita à África e seu encontro com Nelson Mandela, Michael convocou cerca de 40 artistas de renome no mundo da música para a gravação de um compacto e um clip com todos os direitos autorais cedidos à ajuda humanitária contra a fome naquele Continente. We are the world (nós somos o mundo), composição sua em parceria com o amigo e compadre Lionel Ritchie (letra de Michael, piano de Lionel), angariou cerca de 50 milhões de dólares para as vítimas da fome na África.

They don´t care about us (eles não se preocupam conosco) fala da violência da polícia e dos poderosos contra os pobres e os povos de outras raças. Esse clip foi gravado em várias partes do mundo de maneiras diferentes. No Brasil, em 1996, Michael gravou na favela do Morro Dona Marta, Rio de Janeiro; e no Pelourinho, em Salvador, acompanhado pela banda “Olodum”. Novamente, todos os direitos autorais de Michael, que produziu e bancou o projeto sozinho, foram cedidos para causas humanitárias, principalmente na Índia e na Nova Zelândia.

Michael & Friends foi outro projeto humanitário que consistiu em uma série de concertos beneficentes, dentro dos territórios americano e europeu, com a participação de vários artistas famosos, durante todo o ano de 1999.

A ação de Jackson ia além de cantar e assinar cheques de doações. Discursava pelo mundo todo, exortando pessoas comuns e pessoas poderosas para a miséria do Planeta (Man in the Mirror, Heal the World, Can You Feel It, You’re not alone, The lost Children, Little Susie), para a infância roubada às crianças (Childhood), para os abusos contra a natureza (Earth Song), para a violência generalizada (They dont care about of us), para o racismo e para o preconceito (Black or White). Exortava, inclusive e principalmente, o seu próprio País, os Estados Unidos.

Em 2000, Michael Jackson foi eleito o “Artista do Século” e o “Artista do Milênio”, deixando para trás ícones como Elvis Presley, Frank Sinatra, The Beatles, e outros. No mesmo ano, entrou para o Guiness World Records por ser o maior mantenedor de organizações humanitárias do planeta. Em 50 anos de vida e 44 de carreira, foi o único na história a receber 13 inscrições no Guiness World Records.

No Rancho Neverland, além da residência pessoal, Michael mantinha um parque de diversões completo, um mini-zoológico, salão de jogos, várias piscinas naturais, uma enorme mesa com oitenta assentos ao ar livre, quartos especiais para crianças enfermas, etc. Semanalmente, seus furgões saíam na periferia pobre de Los Angeles para recolher crianças carentes (junto com um acompanhante) e levar para o Rancho, onde passavam o dia brincando, se alimentavam, ganhavam brinquedos e eram levadas de volta para suas casas. Crianças da Fundação Heal the World, crianças de rua... Todos brincavam e comiam juntos. Segundo o jornalista britânico Jonathan Morgallis, milhares de crianças visitavam o Rancho anualmente.

“United we stand: What more Can I give?” (Estamos unidos: o que mais eu posso dar?) é uma canção composta por Jackson para ajudar as vítimas dos ataques de 11 de setembro, nos Estados Unidos, em 2001. Foram arrecadados cerca de dois milhões de dólares através da venda de mais de 46 mil ingressos para três concertos beneficentes. O mesmo se deu por ocasião do tsunami ocorrido na Ásia, em dezembro de 2004. Nessa época, Michael estava doente, enfrentando um duro processo judicial, mas não se furtou em passar dias em um estúdio, gravando uma música junto com os irmãos, para arrecadar fundos às vítimas daquele horrível desastre ecológico. Em agosto de 2005, foi a vez do socorro às vítimas do furacão Katrina, na Califórnia.

Discursou para os acadêmicos da Universidade de Oxford, em 2002, no lançamento da Fundação Heal the Kids (cure as crianças), da qual Nelson Mandela foi um dos conselheiros, e cujo objetivo era uma campanha mundial exortando os pais a passarem mais tempo útil com seus filhos. Para Jackson, o mal do mundo estava na falta de amor e atenção às crianças – desamor do qual ele foi uma grande vítima.

Como último legado de COERÊNCIA com o seu nível de Ser e com a missão que desenvolveu na Terra, Michael deixou, em testamento, 20% de todo seu patrimônio para instituições de caridade que cuidam de crianças.

Esse texto não traz a intenção de saudosismo ou endeusamento, mas uma expressão de justiça e reconhecimento de um ser humano honesto e trabalhador que teve sua vida pessoal e sua carreira estilhaçadas pela imprensa sensacionalista e pela omissão da imprensa séria. A Imprensa matou Michael Jackson várias vezes.

Fonte:

Olhar para ele era ter que encarar nossos limites - Por Andréa Luiza Bucchile Faggion



Eu não sei se ele era louco, só que era a minha loucura. Obviamente, nunca lidei bem com isso. Minha mãe sempre me conta a mesma história: como era impossível me tirar da frente da tv quando eu tinha 2 ou 3 aninhos, e os clipes de Thriller que iam chocando o mundo um a um, quase tanto quanto a notícia de ontem. Particulamente, minha primeira lembrança é mais tardia. Eu cantarolava Bad no caminho para a escola primária. Disso lembro bem… Um dia, quando eu estava pelos 12 ou 13, vi a notícia de que o clip de Black or White (BOW) iria fazer sua estréia em rede mundial. O mundo ia parar! Os brasileiros, diante do Fantástico. Estava na casa do meu avô com a família. Implorei para irmos logo embora para eu não correr o risco de perder a oportunidade de gravar o acontecimento. Naquele tempo, eu acompanhava tudo pelos jornais impressos e revistas (eu tinha um acordo com a dona da banca, ela me deixava folhear todas as revistas e eu comprava todas em que ele aparecesse). Engraçado! As matérias eram sempre ofensivas. Nada desse endeusamento desenfreado com o qual vocês estão sendo bombardeados agora. Lembro bem de uma reportagem que tirava sarro do clip seguinte a BOW: Remember the Time. O tom não era só jocoso, era rancoroso. Eu tomei a ofensa como pessoal, sei lá por que diabos, mas dei de ombros e recortei a foto. Guardo até hoje. Foi uma das primeiras. Talvez a segunda. A primeira mesmo foi uma que guardei com a maior vergonha, e só por consideração à minha tia. Ela recortou do jornal e me entregou: “é dele que você tanto gosta, não?” Eu guardei dobradinha no porta-moedas da carteira. Tenho-a até hoje: com as dezenas de marcas de dobras.

Naquela época, não existia internet. Coisa comum em casa era o grito: “Miiiichaaaeell”; vindo de alguém da sala. E lá vinha a Andrea trombando em todos os móveis para pular desesperada na frente da TV. Acabava a matéria, dane-se se falassem mal, eu dizia toda feliz: “eu vi ele, eu vi ele”. É, com o erro assim mesmo, era assim que saía. Tinha virado a brincadeira da família (que parou para chorar junto comigo ontem).

Porém, um dia, vi no jornal que a tal da internet tinha um site com notícias dele. Era feito pelos fãs. MJIFC, não? Eu tinha acabado de comprar meu primeiro computador. Pedia para minha mãe entrar no site no trabalho e salvar as notícias em um disquete. Oh, coisa boa, pela primeira vez na vida, notícias sem ódio, sem malícia. Ato contínuo, comecei a graduação e podia usar os computadores do laboratório da universidade. Demorava um século para uma foto carregar. Eu salvava todas em disquetes. Não tenho mais como abrir disquetes. Guardo todos em caixinhas até hoje.

Mas eu pulei um pedaço da história. Entre os 12 e esses 17, eu comecei a encontrar a pessoa por trás da máscara, da fedora, do óculos, da luva… do artista. Cheguei no colégio um dia e fui presenteada por uma colega. Eram umas páginas arrancadas de uma revista que traduziam uma parte da auto-biografia dele (é, todo mundo que me conhece me presenteia com coisas assim). “O céu não tem que ser pintado de azul, o desenho não tem que estar no centro da folha de papel”. Guardei essa frase até hoje. Precisava dizer alguma coisa a mais? Se precisava, ele disse no portão de sua casa, citando: “Minhas leis são as leis de Deus, vergonha a quem pensar mal disso”.

Não existia convenção social para esse homem. Costumes, nada disso o afetava. Ele era uma aberração mesmo. A imprensa sempre teve razão. Só uma aberração conseguiria ser tão trágica e dolorosamente individual. Se não era uma lei de Deus (a lei moral, para ele), não há regra neste mundo que ele não tenha violado. Na verdade, nem se tratava de violar. Elas simplesmente não existiam para ele. Por isso, ele estava tão fora do alcance da nossa compreensão. Olhar para ele era ter que encarar nossos limites. Por que somos como somos se não é necessário que o sejamos? Pois é, através dele é que descobríamos que não era necessário que o fossemos: “E se eu quiser colocar uma pinta aqui [ele dizia apontando para a testa], e se eu quiser um terceiro olho?” A gente teria que dizer: “É, você pode, eu é que não dou conta de tolerar isso”. Isso é que doía tanto em tantos. Isso é que o fazia tão odiado. Daí que eu fui aprendendo a razão de ser de tanto ódio contido naqueles meus primeiros recortes. O executivo da gravadora ordenava que ele tirasse fotos com alguma super-modelo, ele posava abraçado com o Mickey Mouse na Disney! Esse era o Michael. O único verdadeiro subversivo do pop. Por isso, o Peter Pan do Pop.

Não é que ele tivesse um intelecto infantil, fizesse beicinho e birrinha sem motivo. Nunca tive notícia de nada nesse sentido. Ele pregava a inspiração nas crianças, ao mesmo tempo em que esclarecia que não estava dizendo para fazermos criancices. Ninguém entendia! A criança dele era meio que um bom selvagem: a pessoa que ainda não foi determinada por convenções que soarão como dogmas instranponíveis, quando o próprio mecanismo da socialização tiver sido encoberto para nossos olhos.

Ele era o Peter Pan. Nós, sua legião de fãs, os garotos perdidos. Elizabeth Taylor, sua Wendy (e eu que achava que ele é quem sofreria a morte dela). No fundo, todo mundo sabia como a história terminaria. Peter não pode crescer. Os garotos perdidos têm que crescer. Eles se separam no final. Peter volta sem eles para Neverland. Mas a visita de Peter em nossa janela à noite, nossa temporada na Terra do Nunca… nada foi em vão. Nós ficamos, ele se foi, envelheceremos, ele não! Mas será que cresceremos mesmo? Mentira! Só guardaremos as aparências. Antes de partir, ele ensinou o essencial: “Neverland é um lugar na mente”. Aquele que ele construiu na matéria era só um modelo sensível para a gente entender a idéia regulativa. A vida dele era também um modelo sensível dessa idéia regulativa. Agora a gente entendeu. A missão dele está cumprida. Podemos ficar para sempre na Terra do Nunca…

Fonte:
Falando de Michael Jackson

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O que é importante?

"Eu encontrei quem era realmente
Michael Jackson. 
E eu estava de coração partido.
Eu me senti enganada."


O projeto de pesquisa que começou há seis meses atrás me levou em alguns lugares interessantes e agradáveis, mas também levou-me para as regiões mais escuras que eu já encontrei. Essas regiões estão na psique humana. 

O projeto começou, após a partida de Michael, com um olhar superficial sobre a vida de um mega star. Tudo começou com um gesto de homenagem em retribuição à música e à dança que nos foram dados por um menino que a todos amava - Michael Jackson. 
Enquanto eu admirava seu trabalho, eu não poderia me chamar de fã e eu certamente não tenho os momentos importantes do meu passado associados com as músicas de Michael, embora seja assim que meus filhos se retratem em relação aos seus artistas favoritos. Fiquei triste por sua morte, porque é difícil perder um ícone, mas foi um evento singular e depois de conhecer alguns detalhes, naturalmente, eu segui em frente.

Até que eu fui ver o filme This Is It. Durante o filme, lançado após sua morte e sobre a turnê de retorno que ele estava planejando em Londres, algo aconteceu. Chame a isto de curiosidade, chame de encantamento, não importa, mas fui atraída de alguma forma para olhar mais de perto a vida deste homem e do seu trabalho. 

Observar este gênio me levou numa viagem que foi tão inesperada quanto improvável. Mas aqui estou neste momento, em uma encruzilhada no caminho, que se tornou a coisa mais importante para mim. Se você tivesse me dito que eu seria colocada frente a frente com o Dalai Lama para aprender sobre o amor no mundo, eu teria celebrado. Se você tivesse me dito que Sri Sri Ravi Shankar ou Ganga Ji se tornariam meus guias espirituais, eu teria ficado surpresa, mas satisfeita. Mas se você tivesse me disse que eu iria encontrar-me aos pés de alguém que usa meias que brilham e que fica na ponta dos pés em seus sapatos, eu teria sorrido e recusado. No entanto, tivesse você mencionado que o meu novo guia seria Michael Jackson, eu teria corrido pela minha vida! 

Mas aqui estou nesta viagem com Michael, tendo viajado alguns dos mais obscuros caminhos que a minha vida tem apresentado até agora. Tenho andado entre "inimigos" na Rússia como uma ativista e uma cidadã diplomata, estive na presença de armas de destruição em massa estocadas, trabalhando como ativista em busca do seu desmantelamento. 

Mas há um lugar ainda mais assustador e é tão eficaz e completo na sua destruição como qualquer arma química, e todos estamos sujeitos a ele. Michael Jackson trabalhou e cantou por toda sua vida para mudar o mundo, para curar o mundo para nossos filhos e torná-lo um lugar melhor. Mas ele era uma figura tão controversa e magnética que se inclinou em outras direções para realizar a paz no planeta. 

Sendo eu, uma ativista pela paz desde o tempo que me lembro, eu trabalhei pela autorredenção da humanidade, tendo reconhecido que os seres humanos haviam desenvolvido os meios para destruir o planeta inteiro. Mal sabia eu também que a realização de Michael já era exibida em seu corpo de trabalho com a sua versão resumida especialmente gritante, em seu hino Man in the Mirror.

Quando comecei a pesquisar o homem e sua música, eu descobri uma pessoa completamente diferente da pintada por nós, os jornalistas dos tabloides e outros do ramo. Demorou um pouco para escavar o passado sensacionalista, documentos judiciais e entrevistas, mas depois de raspar toda a escuridão, eu encontrei quem era realmente Michael Jackson. E eu estava de coração partido. Eu me senti enganada. 

Mas acima de tudo, fiquei arrasada porque eu, sem querer, tinha contribuído para ampliar o lado sombrio da humanidade neste planeta, por minha complacência e como ela acabou levando a vida de alguém. Com a minha ingenuidade e por não questionar ou pensar criticamente, eu também ajudei a privar o futuro de um gênio consumado, humanitário e um líder global. 

Eu nunca questionei o retrato que os tabloides pintavam de Michael ou o seu julgamento. As transcrições e as informações retratam um homem inocente que foi vítima de extorsão por parte de uma família que tinha um histórico de processos judiciais. A mídia não me disse isso. Sua inocência estava sendo comprovada ao longo do julgamento, mas não foi mostrada pela imprensa local. Eu não sei de quem eram os relatórios que eles estavam julgando, mas não eram sobre Michael. 

Descobrindo os danos e a total destruição exercida por uma indústria fora de controle, eu não podia permanecer complacente porque eu sou uma ministra com uma consciência e um ser humano com o desejo de ser mais uma solução do que um problema. Eu não podia mais ficar inclinada no ponto onde a sombra da humanidade perde seu brilho. 

O que é mais importante para mim agora, é que o meu trabalho como escritora foi caracterizado por uma organização de paz global e humanitária e muitos têm tomado conhecimento da ADM (armas de destruição em massa) desencadeada por uma indústria que teria a necessidade de olhar em seu próprio espelho, onde um não se importa com o outro, nem sente nenhuma obrigação em apresentar seu melhor lado à humanidade. 

Por causa do que me puxou para a pesquisa, fui premiada com o privilégio e a oportunidade de fazer uma diferença no mundo, para torná-lo um lugar melhor, contribuir para que as crianças percebam que serão elas quem construirão, no futuro, a versão melhorada deste mundo e sua humanidade. 

O projeto foi iniciado e o trabalho começou a desenvolver um currículo abrangente para educadores, chamado Violência e Palavras, que analisa violência que os seres humanos fazem uns aos outros quando eles usam palavras como armas, e da violência feita a uma pessoa e ao mundo quando um ser humano talentoso é alvo dos tabloides que visam o lucro. 
É uma arma mortal e um jogo mortal. Ela mata. Ela mata pessoas como Lady Diana e Michael Jackson, aqueles que são tesouros globais de humanitarismo. Ela pinta-os como caricaturas distorcidas e sensacionalistas, não quem realmente são. Ela mata o brilho dos seres humanos. Sim, isso significa nós, você e eu! Ela mata o brilho porque traz à tona o lado sombrio da natureza humana. E mata um ser humano iluminado que surgiu, porque os seres humanos generosos assumem um compromisso ousado de usar a sua fama para promover uma corrida mais humana e preparar o planeta para o futuro. Para você e para mim.

By Reverend B. Kaufmann
(escritora, educadora e ativista)

Créditos:
http://cartasparamichael.blogspot.com.br/2011/12/o-que-e-importante.html 

Fonte:
Reverend B. Kaufmann//www.innermichael.com/extraído do txt original 'what is important?'

Palavras que iludem, atitudes que salvam: Quando todo mundo deveria ter um pouco de Michael Jackson


Michael Jackson quebrou várias barreiras, mas uma que ele não conseguiu destruir por completo foi a da falta de sensibilidade das pessoas e principalmente, a falta de entendimento daquilo que ele sempre tentou passar.
Quem nunca ajudou uma velhinha a atravessar a rua? Quem nunca se preocupou com as crianças abandonadas? Quem nunca fez doações para caridade ou visitou orfanatos e hospitais? 
Na teoria todos ajudam, todos choram, todos se desesperam, mas na prática, da pra contar nos dedos aqueles que tentam mudar essa realidade. 
Desculpas não faltam, “Não tenho tempo, sou muito ocupado” Então… O que dizer se você for o artista mais famoso do planeta? Michael se preocupava em ajudar as pessoas ao redor do mundo, sempre por onde ia visitava instituições, sem falar de suas músicas dedicadas a causas sociais. 
Se um artista doa milhões para a caridade é por que ele “quer aparecer”, se não doa é porque é “pão duro”. Todos, pelo menos a grande maioria, sonha em ter fama e fortuna, mas, e aqueles cuja a única preocupação é se alimentar e alimentar sua família?
Umas das coisas que falam sobre Michael Jackson é que ele gastava muito, sempre e com qualquer coisa, porém não falavam da suas doações em beneficio dos menos afortunados; então me diga, se Michael Jackson ajudava as pessoas, qual seria o problema em ele comprar suas próprias coisas? 
Vivemos em um mundo onde aprendemos a pensar em nosso futuro, e aí que está a questão, NOSSO futuro, e os dos outros? Michael tem milhares de fãs que pensam nele, e ele tinha a capacidade de pensar no resto do mundo, mesmo podendo se fechar em seu conforto.
Mas já que Michael Jackson vivia se preocupando com os mais fracos, principalmente com as crianças, então porque não reverter esse jogo, tirando dele o posto de “pessoa do bem” para maluco que vive rodeado de criancinhas? A mídia não quer que você saiba da verdade pois não seria nada agradável para eles mostrar uma pessoa fazendo o que eles também deveriam fazer. 
Como as pessoas não podem se igualar a ele na solidariedade, se unem contra ele numa tentativa fracassada de mostrar que ele não é tão bondoso quanto demostrava. 
Ah mas ele era rico, dinheiro não fazia falta, grande engano, existe muita gente que consegue dividir o pouco que tem com os demais. 
Sabemos o quanto difícil e doloroso é olhar para uma criança, para um adulto que passa por dificuldade, mas é melhor abrirmos nosso olhos para esses problemas tentando procurar uma solução, do que se fingir de cego enquanto os outros morrem.
Não existe uma regra para se viver, reclamamos de coisas bobas, pensamos que o mundo vai acabar em qualquer momento simplesmente por ele não ser como sonhamos. Michael era uma das pessoas que mais sofria no mundo, por todos os acontecimentos de sua vida, mas sendo uma pessoa humanitária enchia seu coração de alegria ao amenizar as dores dos outros.
É como eu disse uma vez, por que ao invés de se preocupar com a aparência de Michael Jackson, você não se preocupa com o estômago daqueles que tem fome? Ele se preocupava. 
Ser humanitário, não pensar somente em si, é uma das maneiras mais lindas de você ter um pouco de Michael Jackson.


Texto de Pâm



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Será que estamos loucos?


O apresentador de TV, William Wagener, conta a história de uma revelação que teve de 'Deus', em 2005, na época do julgamento, quando estava na frente dos portões de Neverland: ‘Michael Jackson é completamente inocente de todas essas acusações. Ele será declarado não culpado de todas as dez acusações... Michael Jackson é meu. Michael me pertence’. Este é um pequeno vídeo de uma entrevista de três horas, em 8 de outubro de 2010, com a Reverenda Catherine Gross, em seu programa de rádio blog 'Um lugar no seu coração’.

Links para mostrar seus sites:
-http://www.blogtalkradio.com/a-place-in-your-heart// WILLIAM WAGENER

YouTube:
http://www.youtube.com/user/williamwagener

O que faz um jornalista se expor dessa maneira; o que faz pintores profissionais se exporem dessa maneira, diante do mundo, se não fossem movidos por algo muito grande, ainda que imperceptível ao nível dos cinco sentidos que conhecemos?!

Bem sei que muita gente vai julgar e dizer que é oportunismo; que estão usando o nome de Michael para se promover e ganhar dinheiro... Será mesmo?! Será que é só isso mesmo?! Será que ninguém é capaz de fazer algo desinteressadamente?!

Eu senti na alma e na carne o que é essa energia desconhecida, quando escrevi o livro SIMPLESMENTE MICHAEL. Eu nunca tive a intenção de escrever um livro sobre Michael; isso veio de dentro, de repente, e com uma força e uma urgência espantosas. Eu não tinha controle sobre esse processo, eu escrevia coisas que não saíam da minha mente: saíam de algum lugar dentro de mim. Eu escrevi como se conhecesse Michael por dentro, eu senti o que ele sentia, tanto as dores quanto o êxtase da sua alegria criança. Foi mágico... E continua sendo.

Eu me expus à opinião pública tal como essas pessoas estão se expondo, e não tememos isso.... Não importam as consequências. O Espírito vem e ordena: DO IT! FAÇA! E fazemos. Não controlamos isso.


Se levarmos em conta que são pessoas que nunca tiveram um único contato; pessoas que sequer sabem da existência uma da outra... Como explicar que tantos sejam levados a se exporem à palmatória do julgamento social, e até religioso?!

David Nordhall

David Nordhall

David La Chapelle

David La Chapelle

Nate Giorgio

Céline Lavail

Céline Lavail

SERÁ QUE ESTAMOS LOUCOS? 

Créditos:
Conceição Victor

http://michael-iloveyoumore.blogspot.com.br/

Spike Lee apresenta "carta de amor a Michael Jackson" no Festival de Veneza



O cineasta americano Spike Lee apresentou nesta sexta-feira, na 69ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, o documentário "Bad 25", uma verdadeira "carta de amor" do diretor a Michael Jackson por conta do 25º aniversário de lançamento do álbum "Bad". 
O documentário, que é exibido em uma mostra não competitiva, resgata clipes e uma série de imagens de shows do "rei do pop", todos relacionados com os principais sucessos desse disco, como "Bad", "The Way You Make Me Feel", "I Just Can''t Stop Loving You", "Dirty Diana", "Smooth Criminal" e "Man In The Mirror". 
"O que Michael Jackson significa para mim está escrito aqui, está incorporado neste documentário. Isto é uma carta de amor a Michael Jackson. Cresci com ele. Na época em que ele fazia parte do Jackson Five, eu queria ser como Michael Jackson. Tinha o cabelo afro, mas não podia cantar e dançar como ele", afirmou o cineasta durante a apresentação documentário em Veneza. 
"Além disso, o documentário me deu a chance de poder trabalhar com as pessoas que sempre acompanhei. Para mim, foi uma confirmação de quão duro Michael Jackson trabalhava. São professores em seus terrenos", acrescentou o cineasta. 
Com entrevistas da época e outras recentes, Spike Lee, que participa pela nona vez do Festival de Veneza, dá voz a todos aqueles que colaboraram com Jackson em "Bad", desde o produtor Quincy Jones até Martin Scorsese e Wesley Snipes, diretor e ator, respectivamente, do clipe da faixa homônima. 
Os cantores Mariah Carey, Chris Brown, Kanye West e, inclusive, o jovem Justin Bieber são outras celebridades da música que participam desta homenagem ao falecido "rei do pop". 
"Um dos motivos pelos quais eu queria fazer esse documentário era que, quando a gravadora Sony me ofereceu este projeto, eles queriam que me concentrasse somente na música. Durante muitos anos - eu me incluo - nos concentramos só na música e não em Michael Jackson. Agora, temos que reconhecer o gênio que era", comentou Spike Lee. 
"Não vimos o sangue, o suor que estava por trás. Está era uma oportunidade de poder descobri-lo, falando com músicos e falando com gravadores. É preciso lembrar que ''Bad'' sucedia ''Thriller'', que até hoje é o álbum mais vendido da história. Imagina a pressão de Michael por repetir este êxito", acrescentou. 
Segundo o cineasta americano, o "rei do pop" não se sentava simplesmente e começava a criar, mas estudava os grandes artistas de outras áreas, como a fotografia e a dança, e o que aprendia com eles incorporava em seu trabalho. 
"Michael tinha um talento musical nato. Frequentemente, ele criava canções somente usando um gravador. Ele não precisava escrever. Ele fazia o som das melodias, dos instrumentos, de tudo. A música ficava praticamente pronta no gravador. Ele tocava muito bem piano e tinha habilidade para criar todos os aspectos de uma canção", apontou.
Através das inúmeras lembranças que surgiram durante as gravações dos clipes e das músicas de "Bad", Spike Lee constrói um discurso narrativo baseado na peculiaridade e originalidade de Jackson. Neste aspecto, a canção "Man in The Mirror", que finaliza o documentário, aparece como a trilha sonora de sua morte, ocorrida em 2009. 
''Man in The Mirror'' se transformou em um hino para ele, como quando assassinaram a John Lennon, que as pessoas cantavam ''Imagine''. Quando Michael Jackson morreu, o povo cantava ''Man in The Mirror''", disse o cineasta, que ressaltou que até os filhos do cantor estão querendo ver este documentário para aprender mais sobre o pai. 
Além da apresentação de "Bad 25", Spike Lee também receberá o prêmio "Jaeger-Le Coultre - Gloria ao Cineasta" por ser, segundo a organização do Festival de Veneza, um "espírito criativo e combativo, autor de filmes audazes e mordazes, com frequência imprevisíveis e provocativas no melhor sentido da palavra". 

Fonte:
terra.com.br 
http://michael-iloveyoumore.blogspot.com.br/

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Uma encarnação missionária

E por que não dizer “messiânica”, já que o efeito de sua passagem pelo Planeta é o de elevar o nível de consciência das pessoas que se conectam a ele de alguma forma?
Se fizermos uma pesquisa profunda, raramente encontraremos um fã que não tenha sido influenciado, para melhor, por Michael Jackson. E olha que estamos falando aqui de um terço da humanidade.
Michael muito pouco – ou quase nada – viveu para si, para sua satisfação pessoal. Seu foco sempre foi o serviço às pessoas do mundo; seja as socorrendo, seja as orientando, seja as reeducando.

Ele trouxe para si a dor do mundo; ele deu de si a brandura da inocência e do amor incondicional. Pura LUZ, indo e vindo.

Ele sofreu todos os infernos a fim de capacitar-se espiritualmente, pois este foi o seu contrato de alma e Jackson sempre soube disso. Talvez, o que não tivesse medida era do quanto iria doer.

“Sofreu seus infernos físicos enfrentando, em silêncio, o vitiligo e o lúpus; mesmo sendo acusado de racista e drogado. Sofreu as restrições do estrelado: o assédio, a bajulação, o jogo de interesses, a falsidade, a traição, a desconfiança, o preconceito, a privacidade invadida, a solidão. Solidão, não por estar sozinho, mas por ser único, diferente de todo mundo com quem conviveu” – E essa é a solidão que dói mais... quando quem o ouve, não o entende; quem o vê, não o enxerga; quem não o alcança, o julga e condena.

“Em momento algum ele odiou, deixou de acreditar no amor, deixou de ajudar quem precisava, deixou de sorrir e gargalhar.” Mesmo machucado, ele sorria, ele amava; e mesmo não entendendo a humanidade, perdoava.

Foi cruel a sua trajetória, mas necessária para os planos da vida. O espírito foi lapidado a ferro e fogo, e brilhou como o mais lindo, precioso e raro diamante. E esse brilho conduz a todos nós – fãs de longa data e fãs que despertaram após 25 de junho de 2009 – rumo à ascensão de vibração e consciência.

Como um farol no meio da noite escura, ele nos guia e seus discípulos se conduzem em segurança pela sua Luz, adquirem luz e espargem luz à sua volta.

Michael é único e é todos nós ao mesmo tempo; assim como nenhum de nós é inteiro sem Michael. É uma simbiose divina indissolúvel que cura a Terra e quantos mundos estiverem precisando de Amor, neste vasto universo que nos abriga.



THANK YOU, MIKE!

Fonte:
GOD BLESS YOU FOR ALL

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ginastas russas e Michael Jackson




Um balé aquático olímpico de sereias anônimas, com trajes brilhantes e estampado Michael Jackson, maquiagem à prova d'água bloqueada em sorrisos,começou com a dinastia do nado sincronizado da Rússia, mirando na medalha de ouropela quinta vez consecutiva.

Movendo-se em sincronicidade entre si e a música, o Dueto mistura talento, força, equilíbrio, beleza - respiração-exploração de forma épica, objetivo dos ninfas da água para manter grandes sorrisos por tudo isso, que respiram por meio de seus dentes.

Defendendo o Título Olímpico, as russas Natalia Ishchenko e Svetlana Romashina, receberam a maior nota dos jurados: 98.200 (48.900 na execução e 49.300 no geral)

“Treinamos 10 horas por dia,” disse Ishchenko. “Treinar mais de 10 horas por dia é fisicamente impossível. Temos os melhores treinadores e especialistas no mundo e graças a Deus ainda vivem na Rússia.”

"É também sobre o talento. Trata-se de alma. Os russos são muito bons em balé e ginástica porque a alma russa é sobre a vida, a música e a dança de vida."

A coreografia, incluindo complicados movimentos braçal, foi realizada ao som de “ They Don’t Care About Us”, música de Michael Jackson .

"Quando escolhemos a música ficamos tão preocupadas que após todo o treinamento estivéssemos enjoadas, mas nós ainda amamos isso", disse Romashina.

"Michael Jackson é para sempre."

Michael Jackson moldou meu caráter

Leandro Lapagesse:
“Michael Jackson moldou meu caráter”


Desde criança, o DJ e produtor Leandro Lapagesse, 30 anos, é fã inveterado de Michael Jackson.
“Minha mãe me ninava com as canções dele. Meus presentes de Natal e aniversário eram CDs, livros e roupas do Michael”. Ele é dono da maior coleção da América Latina de artigos relacionados ao cantor e verá sua vida de tiete transformada em peça. 

No dia 17, poucos dias antes do aniversário de Michael, que completaria 54 anos no dia 29, estreia no Teatro do Leblon, no Rio de Janeiro, o espetáculo Michael & Eu com os atores Pedro Monteiro e Bruno Garcia interpretando, respectivamente, o fã e o psicólogo que tenta entender sua relação com o ídolo. 

Quais as loucuras que você já fez pelo Michael?
RES: Quando Michael morreu, larguei tudo e fui ao velório dele nos Estados Unidos. Cheguei lá com pouquíssimo dinheiro e sem falar quase nada de inglês, mas não me arrependo. As pessoas dizem que é loucura o fato de eu gastar tanto com minha coleção e de ter cinco tatuagens em homenagem a ele no braço. Mas tudo isso é amor, o mais puro e simples amor. 

O que está achando de sua história virar uma peça?
RES: Nunca imaginei ver coisas da minha vida no palco. A peça é uma grande homenagem ao eterno Rei do Pop e mostra a história de um fã, inspirado em mim, que tem sua vida completamente abalada pela morte do cantor.

No que você se parece com ele?
RES: Michael moldou meu caráter. Ele me ensinou que não importa quem vc é, desde que você seja um verdadeiro amigo.Com ele aprendi a ser simples, verdadeiro e manter sempre um lado infantil vivo.

Já chegou perto do seu ídolo? 
RES: Quando ele esteve no Morro Santa Marta, em 1996, eu consegui apertar a sua mão. Michael me deu uma bala de pera e falou ‘I love you’. Eu guardei a bala por cinco anos na minha geladeira. Mas ela se desfez, então peguei o papel e emoldurei. Afinal, ali tem a impressão digital dele.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dr. Patrick Tracy dignifica o Legado Humanitário de Michael


AS SUAS PALAVRAS SOBRE MICHAEL:

Há cinquenta e três anos atrás, um rapaz negro nasceu em uma pequena cidade de Indiana. Esta foi uma época diferente, um momento em que o Movimento dos Direitos Civis Afro-Americano tentou ganhar a liberdade da opressão dos americanos brancos. 
Foi também uma época em que a próxima geração do pós-guerra norte-americanos foram crescendo, os filhos de soldados que tinham sido prisioneiros da tirania de campos como Aushchwitz e Buschewitz, um momento em que toda a Europa se encheu de uma profunda e permanente gratidão ao povo americano.
Como Elie Wiesel, um sobrevivente do Holocausto judeu, disse num discurso para uma importante reunião de dignitários da Casa Branca em 1999, "Gratidão é o que define a humanidade do ser humano".

E a gratidão é o que agora devemos ter hoje para aquele rapaz jovem negro norte-americano. O seu nome era Michael Jackson, alguém que sou privilegiado de chamar meu amigo, alguém que muitas vezes ficou sozinho para cuidar de crianças no mundo, para os miseráveis, para as vítimas da doença e da injustiça. 
Michael estava muito perturbado pelo sofrimento que viu no mundo e ainda mais pela indiferença a ele. As suas primeiras palavras para mim quando nos encontramos foram:

'Muito obrigado por ajudar o povo da África'. 

Não houve ares e graças, pompa e circunstância e a sua única preocupação era com as vidas de outras pessoas que viveram em um continente diferente do que aquele, em que qualquer um de nós nasceu. 
Eu tinha estado na África e vi a devastação da praga do HIV em primeira mão e quando nós discutimos isso, havia lágrimas nos seus olhos e ele disse que tínhamos que fazer algo juntos para o povo da África.
Ele planejava realizar um grande concerto em Ruanda e gostaríamos de voar para lá juntos no seu avião particular e, em seguida, ver o seu grande amigo, Nelson Mandela. Infelizmente, esses eventos não eram para acontecer e o mundo perdeu um de seus grandes humanitários. 
Nesse discurso, Elie Wiesel também tinha algumas palavras a dizer sobre a indiferença. Ele disse: 'Ser indiferente ao sofrimento no mundo é o que faz o ser humano desumano '.

Para a pessoa que é indiferente, seu vizinho é de nenhuma consequência. As suas vidas não têm sentido como a indiferença, reduz o outro a uma abstração. Indiferença sempre beneficia o agressor - nunca a sua vítima, cuja dor é ampliada quando ele ou ela se sente esquecido.
Michael Jackson sentiu a dor, não apenas para as crianças com fome, mas para si mesmo quando o povo da América permaneceu indiferente à injustiça que foi cometida sobre ele tornando-o um prisioneiro virtual em sua própria terra, fazendo-o fugir para o Oriente Médio e eventualmente encontrar a solidão na Irlanda, a minha casa. 

Que ironia que alguém que se importou tanto com o resto da humanidade foi rejeitado pelo seu próprio. Era uma dor que ele sentiu profundamente e que de vez em quando ele discutiu comigo, mas a maioria das vezes não queria falar sobre isso e eu nunca abri essas memórias dolorosas ... sendo como ele, exilados além da norma. 
Michael Jackson nunca foi indiferente. Ele trouxe a luz onde havia escuridão, a esperança onde havia desespero, ele nunca se afastou da crueldade, quando ele podia dar compaixão.

Nós apenas começamos um novo século, um novo milénio. Os primeiros dez anos têm sido alguns dos mais brutais que o planeta já encontrou. O século começou com ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono. Estas ações arrastaram esta grande nação em conflitos no Iraque e no Afeganistão. Houve guerras em mais de vinte países, que lançam uma sombra escura sobre a humanidade: tanta violência, tanta dor...
Se há uma coisa a fazer hoje, para preservar a memória de Michael Jackson, que é, não ser indiferente ao sofrimento que vemos ao nosso redor no mundo. 

Há momentos em que sinto que Deus tenha abandonado este mundo, o terrível terremoto no Haiti onde os corpos foram cortados desde a construção até à serra, a funerária na Zâmbia, onde os tomadores de caixão trabalham batendo os pregos na madeira até tarde da noite, as ruas de Irlanda do Norte, onde as gargantas são cortadas só por pronunciar uma palavra mal dita, com uma garrafa de cerveja. 
Eu vivi em Baghdad, eu tenho sido um prisioneiro de Saddam Hussein, eu carrego as feridas de guerra da Irlanda do Norte e eu digo a vocês aqui, hoje, que há um Deus que olha para baixo sobre tudo isso que está errado e ele trouxe-nos Michael Jackson para ajudar a resolver... 
Mais de 70 anos atrás, um navio com uma carga humana de mil judeus se afastaram do porto de St.Louis de volta para a Alemanha nazista. O navio, que já estava na costa dos Estados Unidos, foi enviado de volta e as pessoas de esquerda para o destino do ditador. 
Isso aconteceu nos Estados Unidos, um país com a maior democracia, o mais generoso de todos os novos países da história moderna. Isto está a acontecer novamente hoje, com o bombardeio e aterrorização de crianças inocentes em terras estrangeiras. Não deixem que isso aconteça, levantem-se para as coisas que Michael representava, para acabar com a injustiça, para combater a doença e tentar salvar o planeta em que vivemos. 

Qual será o legado de Michael Jackson? Como ele vai ser lembrado pelas gerações que ainda não nasceram?
Sejamos gratos a Deus que ele nos enviou um anjo para viver entre nós por um tempo e não sejamos indiferentes aos males que vemos ao nosso redor. Se Michael sempre quis que fizéssemos algo que o iria deixar feliz... e como ele olha para baixo sobre todos nós hoje, o mais importante seria para não nos afastarmos das vítimas da opressão e da agressão, e em caso de dúvida sobre o como não saber agir .... somente pense:

O que Michael faria? "

Assistam a esse momento:


Partes retiradas do blogue Michael Jackson Humanitarian e texto adaptado por https://www.facebook.com/carlamjking

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Luz - A Star Was Born



Uma estrela é uma pessoa que brilha tanto, que dá seus dons tão completamente, que ama tão completamente, que todo mundo é atraído pela luz dessa estrela, a fim de encontrar o caminho de casa.
(Chuck Spezzano, em If It Hurts, It Isn't Love)

Às vezes, quando eu estou vendo alguém sendo entrevistado na televisão, eu gosto de me colocar no lugar do entrevistado. Eu gosto de refletir sobre como eu iria responder a certas perguntas, porque isso tende a me dar clareza sobre quem eu sou e o que é importante para mim.
Outro dia, eu assisti a um vídeo de uma de minhas escritoras favoritas, que estava sendo entrevistada. Ela foi convidada para falar sobre a filosofia básica do seu trabalho. Ela começou a falar sobre o que via como problemas no mundo e suas idéias sobre como resolvê-los.
Para mim, eu realmente acredito que a desumanidade do homem para com o homem está destruindo o nosso mundo. Somos uma sociedade que tem vivido com um coração fechado por tanto tempo, que criou uma falta de compaixão para com nossos companheiros seres humanos, permitindo que algumas pessoas se sintam justificadas em tratar os outros de forma cruel, como foi o caso com Michael Jackson.
Quando alguém propositadamente inflige ódio à outra pessoa, atacando a integridade de seu caráter, eles estão fazendo um desserviço enorme para a humanidade.
Não só a pessoa que recebe o ódio é negativamente afetada, assim como a pessoa que a odeia, porque quando você trata a outra pessoa de forma odiosa, você aprende que você é uma pessoa detestável. Quando você convida outras pessoas para compartilhar este ódio, você está ensinando a elas que elas são pessoas detestáveis, também.
Michael Jackson foi a pessoa mais famosa do planeta, conhecido em todos os países do mundo e milhões de pessoas foram convidadas a trazer o ódio em suas mentes, a respeito dele.
Muitas mentiras foram escritas sobre ele. Ridicularizar o seu nome, o julgar, era geralmente a norma quando as pessoas falavam sobre ele. Alguns foram tão longe, como convidando seu público a rir às suas custas.
O ódio dirigido a ele (e, portanto, à humanidade) era tão prevalente e amplamente aceito, que os editores nem sequer consideravam a publicação de livros sobre ele, a menos que eles fossem negativos! Se isso não é um sinal de que algo está errado com nosso mundo, eu não sei o que é.
Precisou a morte de Michael para eu perceber que eu não posso mais sentar e tolerar uma sociedade sem coração, aquela em que uma falta de compaixão permitiu o tratamento desumano de outro ser humano.
Sua morte foi uma chamada de despertar para a humanidade, mostrando-nos o que devemos fazer para tornar o mundo um lugar melhor, para mudar o mundo. Temos que mudar a maneira como tratamos uns aos outros, e isso envolve abrir nossos corações para amar.
Acredito que o amor é a força criativa do Universo. É tão importante para a vida, como o oxigênio é para a respiração. Quando ele está presente em nossas vidas, nos sentimos mais felizes, mais otimistas e satisfeitos. A vida se torna mais significativa.
Sem ele, ficamos irritados, cínicos, pessoas ressentidas, críticos de nós mesmos e aos outros, efetivamente esmagando a grandeza que existe em nós, diminuindo nossa própria luz. No entanto, ironicamente, isso é tudo o que Michael queria fazer pelo mundo, trazer um pouco de luz para ele.
"Eu gostaria de ser lembrado como uma pessoa que veio e trouxe Luz ao mundo." Michael Jackson.
Por definição da citação no início deste artigo, Michael é uma estrela. Ele deu seus dons tão plenamente e amava tão completamente, que pessoas de todo o mundo eram e ainda são atraídos por ele, e ele pode, certamente, ajudar-nos a encontrar o caminho de casa.
O Baterista de Michael por mais de 30 anos, Jonathan "Sugarfoot" Moffett, disse bem:
"Uma vez a cada vários séculos, Deus envia alguém especial, para uma chamada de despertar; alguém para esclarecer as pessoas sobre a maneira de ser; alguém para estimular as pessoas; alguém para unir as pessoas e eu acho que Michael foi um presente de Deus, que Ele enviou para mostrar às pessoas como se deve ser, como amar."
Quando você toma uma decisão consciente de tratar os outros com bondade, atenção, compaixão e empatia, o poder do amor vai trabalhar em sua vida. Quando você tratar os outros com amor, você aprenderá que você é adorável. Quando você compreende isso, a necessidade de incitar o ódio para com os outros desaparece; você retorna à sua própria luz e começa a brilhar.
É verdade que o que você dá para o outro é realmente o que você dá a si mesmo. Deixe Michael Jackson lhe mostrar o caminho. Seja Mike-like, como algumas pessoas dizem.
Jonathan também postou algo na sua página do Facebook, que descreve muito bem como ser Mike-like. Ele se refere a isso como Michaelologia:

Michaelologia (Jonathan Moffett)
Dicionário de Moffett - a definição de Michaeologia:
* A prática diária e aplicação de 'Diversão e Inocência do Espírito' na vida de alguém;
* A arte de cuidar e esforçar-se para ser um instrumento para fazer a diferença na vida das pessoas e no mundo ao redor;
* ''Você" e Nós" - A arte de doar-se, ajudar, sem pedir algo em troca.
* Ser humilde, mesmo tendo um status de grandeza.
* Ser consciente, estudioso e preocupado com o mundo ao nosso redor, e as condições que afetam a todos, através de 'Nossa Mãe', que deu à luz e alimentou-nos: a 'Mãe Terra'.
Era sobre isto que Michael Jackson tratava. Ter leveza no coração, desfrutando dos "prazeres da simples diversão" na vida, e a ''instituição do amor, como uma criança', com o coração de uma criança.

Se aprendemos algo sobre ele e sobre a sua vida, devemos todos lutarmos e nos esforçar. Seja Mike-like! (como Michael).
Estude a sua Alma... A criança ainda está lá.

Em 29 de agosto de 1958, a luz, de fato, veio a este mundo como uma "estrela" que nascia. Aquela luz ainda brilha, hoje e sempre vai brilhar.
Se mais pessoas seguissem a luz da estrela de Michael, amassem completamente e dessem seus dons plenamente, iriam encontrar a sua própria luz brilhando, também. Então, talvez, a necessidade de diminuir a luz de alguém deixasse de existir. Feliz aniversário, Michael!
Você inspirou um sonho em mim, para curar o mundo através do poder do amor. Obrigado por fazer sua luz brilhar tão intensamente e me ajudar a encontrar o caminho de casa.
Deixe a luz da estrela Michael ajudá-lo a encontrar o caminho de casa, também."


by Linda Higgins
(escritora e editora-chefe do MJ Tribute Portrait)
Título original do texto: 
A Star Was Born - Michael Jackson
Fonte: 
http://www.michaeljacksontributeportrait.com/article.php?article_id=388


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