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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A face de Michael Jackson


Jackson não só gravou, como compôs várias músicas de conteúdo humanista e empunhou a bandeira humanitária que pautou sua vida nos últimos 25 anos: A face coerente de um homem-astro que a mídia não se interessou em divulgar, pois o positivo não dá Ibope nem vende jornais.

Após sofrer acidente com queimaduras por fogos de artifício durante as gravações de um comercial da PEPSI, em 1984, Michael recebeu uma indenização de US$ 1,5 milhão, integralmente usados para a criação do Michael Jackson Burn Center, um centro de recuperação para crianças vítimas de queimaduras. Foi para esse centro que ele comprou a câmara de oxigênio e se deixou fotografar dentro dela.

No mesmo ano, os lucros da turnê “Victory Tour”, ainda cantando com seus irmãos, foram totalmente doados para instituições de caridade.

Em 1992, gravou Heal the World (cure o mundo), mesmo nome da Fundação que criou para gerenciar campanhas humanitárias encabeçadas por ele. Em fevereiro, durante coletiva no New York Radio City Music Hall, em Nova York, Michael anunciou uma nova turnê mundial para arrecadar dinheiro para a fundação, que combatia a propagação do HIV, o diabetes juvenil e apoiava outras fundações, como a Ronald McDonald e a Make a Wish. Todo o lucro da World Dangerous Tour, que quebrou todos os recordes de vendagem, de execução e de público, foi doado à instituição.

No ano seguinte, na cerimônia da posse do presidente Bill Clinton, cantou Gone too soon (Acabou tão rápido), também de sua autoria, chamando a atenção do mundo para a questão das vítimas do HIV, assunto que, àquela época, ainda era tabu no mundo.

Em 1994, doou US$ 500 mil à fundação que leva o nome da amiga, a Elizabeth Taylor’s Aids Foundation. Mais do que ajuda financeira, Jackson levava o conforto da sua presença em visitas secretas a hospitais e orfanatos, e mantinha quartos com equipamentos hospitalares em seu rancho, na Califórnia, para que crianças em estado terminal pudessem visitá-lo, por acreditar que a alegria ajuda a amenizar a dor.

Além de doar milhões para as vítimas e transportar 46 toneladas de suprimentos a Sarajevo (1994), local devastado por guerra, Michael também doou US$ 120 mil para pagar o transplante de fígado a uma criança abandonada em orfanato.

Após sua segunda visita à África e seu encontro com Nelson Mandela, Michael convocou cerca de 40 artistas de renome no mundo da música para a gravação de um compacto e um clip com todos os direitos autorais cedidos à ajuda humanitária contra a fome naquele Continente. We are the world (nós somos o mundo), composição sua em parceria com o amigo e compadre Lionel Ritchie (letra de Michael, piano de Lionel), angariou cerca de 50 milhões de dólares para as vítimas da fome na África.

They don´t care about us (eles não se preocupam conosco) fala da violência da polícia e dos poderosos contra os pobres e os povos de outras raças. Esse clip foi gravado em várias partes do mundo de maneiras diferentes. No Brasil, em 1996, Michael gravou na favela do Morro Dona Marta, Rio de Janeiro; e no Pelourinho, em Salvador, acompanhado pela banda “Olodum”. Novamente, todos os direitos autorais de Michael, que produziu e bancou o projeto sozinho, foram cedidos para causas humanitárias, principalmente na Índia e na Nova Zelândia.

Michael & Friends foi outro projeto humanitário que consistiu em uma série de concertos beneficentes, dentro dos territórios americano e europeu, com a participação de vários artistas famosos, durante todo o ano de 1999.

A ação de Jackson ia além de cantar e assinar cheques de doações. Discursava pelo mundo todo, exortando pessoas comuns e pessoas poderosas para a miséria do Planeta (Man in the Mirror, Heal the World, Can You Feel It, You’re not alone, The lost Children, Little Susie), para a infância roubada às crianças (Childhood), para os abusos contra a natureza (Earth Song), para a violência generalizada (They dont care about of us), para o racismo e para o preconceito (Black or White). Exortava, inclusive e principalmente, o seu próprio País, os Estados Unidos.

Em 2000, Michael Jackson foi eleito o “Artista do Século” e o “Artista do Milênio”, deixando para trás ícones como Elvis Presley, Frank Sinatra, The Beatles, e outros. No mesmo ano, entrou para o Guiness World Records por ser o maior mantenedor de organizações humanitárias do planeta. Em 50 anos de vida e 44 de carreira, foi o único na história a receber 13 inscrições no Guiness World Records.

No Rancho Neverland, além da residência pessoal, Michael mantinha um parque de diversões completo, um mini-zoológico, salão de jogos, várias piscinas naturais, uma enorme mesa com oitenta assentos ao ar livre, quartos especiais para crianças enfermas, etc. Semanalmente, seus furgões saíam na periferia pobre de Los Angeles para recolher crianças carentes (junto com um acompanhante) e levar para o Rancho, onde passavam o dia brincando, se alimentavam, ganhavam brinquedos e eram levadas de volta para suas casas. Crianças da Fundação Heal the World, crianças de rua... Todos brincavam e comiam juntos. Segundo o jornalista britânico Jonathan Morgallis, milhares de crianças visitavam o Rancho anualmente.

“United we stand: What more Can I give?” (Estamos unidos: o que mais eu posso dar?) é uma canção composta por Jackson para ajudar as vítimas dos ataques de 11 de setembro, nos Estados Unidos, em 2001. Foram arrecadados cerca de dois milhões de dólares através da venda de mais de 46 mil ingressos para três concertos beneficentes. O mesmo se deu por ocasião do tsunami ocorrido na Ásia, em dezembro de 2004. Nessa época, Michael estava doente, enfrentando um duro processo judicial, mas não se furtou em passar dias em um estúdio, gravando uma música junto com os irmãos, para arrecadar fundos às vítimas daquele horrível desastre ecológico. Em agosto de 2005, foi a vez do socorro às vítimas do furacão Katrina, na Califórnia.

Discursou para os acadêmicos da Universidade de Oxford, em 2002, no lançamento da Fundação Heal the Kids (cure as crianças), da qual Nelson Mandela foi um dos conselheiros, e cujo objetivo era uma campanha mundial exortando os pais a passarem mais tempo útil com seus filhos. Para Jackson, o mal do mundo estava na falta de amor e atenção às crianças – desamor do qual ele foi uma grande vítima.

Como último legado de COERÊNCIA com o seu nível de Ser e com a missão que desenvolveu na Terra, Michael deixou, em testamento, 20% de todo seu patrimônio para instituições de caridade que cuidam de crianças.

Esse texto não traz a intenção de saudosismo ou endeusamento, mas uma expressão de justiça e reconhecimento de um ser humano honesto e trabalhador que teve sua vida pessoal e sua carreira estilhaçadas pela imprensa sensacionalista e pela omissão da imprensa séria. A Imprensa matou Michael Jackson várias vezes.

Fonte:

Olhar para ele era ter que encarar nossos limites - Por Andréa Luiza Bucchile Faggion



Eu não sei se ele era louco, só que era a minha loucura. Obviamente, nunca lidei bem com isso. Minha mãe sempre me conta a mesma história: como era impossível me tirar da frente da tv quando eu tinha 2 ou 3 aninhos, e os clipes de Thriller que iam chocando o mundo um a um, quase tanto quanto a notícia de ontem. Particulamente, minha primeira lembrança é mais tardia. Eu cantarolava Bad no caminho para a escola primária. Disso lembro bem… Um dia, quando eu estava pelos 12 ou 13, vi a notícia de que o clip de Black or White (BOW) iria fazer sua estréia em rede mundial. O mundo ia parar! Os brasileiros, diante do Fantástico. Estava na casa do meu avô com a família. Implorei para irmos logo embora para eu não correr o risco de perder a oportunidade de gravar o acontecimento. Naquele tempo, eu acompanhava tudo pelos jornais impressos e revistas (eu tinha um acordo com a dona da banca, ela me deixava folhear todas as revistas e eu comprava todas em que ele aparecesse). Engraçado! As matérias eram sempre ofensivas. Nada desse endeusamento desenfreado com o qual vocês estão sendo bombardeados agora. Lembro bem de uma reportagem que tirava sarro do clip seguinte a BOW: Remember the Time. O tom não era só jocoso, era rancoroso. Eu tomei a ofensa como pessoal, sei lá por que diabos, mas dei de ombros e recortei a foto. Guardo até hoje. Foi uma das primeiras. Talvez a segunda. A primeira mesmo foi uma que guardei com a maior vergonha, e só por consideração à minha tia. Ela recortou do jornal e me entregou: “é dele que você tanto gosta, não?” Eu guardei dobradinha no porta-moedas da carteira. Tenho-a até hoje: com as dezenas de marcas de dobras.

Naquela época, não existia internet. Coisa comum em casa era o grito: “Miiiichaaaeell”; vindo de alguém da sala. E lá vinha a Andrea trombando em todos os móveis para pular desesperada na frente da TV. Acabava a matéria, dane-se se falassem mal, eu dizia toda feliz: “eu vi ele, eu vi ele”. É, com o erro assim mesmo, era assim que saía. Tinha virado a brincadeira da família (que parou para chorar junto comigo ontem).

Porém, um dia, vi no jornal que a tal da internet tinha um site com notícias dele. Era feito pelos fãs. MJIFC, não? Eu tinha acabado de comprar meu primeiro computador. Pedia para minha mãe entrar no site no trabalho e salvar as notícias em um disquete. Oh, coisa boa, pela primeira vez na vida, notícias sem ódio, sem malícia. Ato contínuo, comecei a graduação e podia usar os computadores do laboratório da universidade. Demorava um século para uma foto carregar. Eu salvava todas em disquetes. Não tenho mais como abrir disquetes. Guardo todos em caixinhas até hoje.

Mas eu pulei um pedaço da história. Entre os 12 e esses 17, eu comecei a encontrar a pessoa por trás da máscara, da fedora, do óculos, da luva… do artista. Cheguei no colégio um dia e fui presenteada por uma colega. Eram umas páginas arrancadas de uma revista que traduziam uma parte da auto-biografia dele (é, todo mundo que me conhece me presenteia com coisas assim). “O céu não tem que ser pintado de azul, o desenho não tem que estar no centro da folha de papel”. Guardei essa frase até hoje. Precisava dizer alguma coisa a mais? Se precisava, ele disse no portão de sua casa, citando: “Minhas leis são as leis de Deus, vergonha a quem pensar mal disso”.

Não existia convenção social para esse homem. Costumes, nada disso o afetava. Ele era uma aberração mesmo. A imprensa sempre teve razão. Só uma aberração conseguiria ser tão trágica e dolorosamente individual. Se não era uma lei de Deus (a lei moral, para ele), não há regra neste mundo que ele não tenha violado. Na verdade, nem se tratava de violar. Elas simplesmente não existiam para ele. Por isso, ele estava tão fora do alcance da nossa compreensão. Olhar para ele era ter que encarar nossos limites. Por que somos como somos se não é necessário que o sejamos? Pois é, através dele é que descobríamos que não era necessário que o fossemos: “E se eu quiser colocar uma pinta aqui [ele dizia apontando para a testa], e se eu quiser um terceiro olho?” A gente teria que dizer: “É, você pode, eu é que não dou conta de tolerar isso”. Isso é que doía tanto em tantos. Isso é que o fazia tão odiado. Daí que eu fui aprendendo a razão de ser de tanto ódio contido naqueles meus primeiros recortes. O executivo da gravadora ordenava que ele tirasse fotos com alguma super-modelo, ele posava abraçado com o Mickey Mouse na Disney! Esse era o Michael. O único verdadeiro subversivo do pop. Por isso, o Peter Pan do Pop.

Não é que ele tivesse um intelecto infantil, fizesse beicinho e birrinha sem motivo. Nunca tive notícia de nada nesse sentido. Ele pregava a inspiração nas crianças, ao mesmo tempo em que esclarecia que não estava dizendo para fazermos criancices. Ninguém entendia! A criança dele era meio que um bom selvagem: a pessoa que ainda não foi determinada por convenções que soarão como dogmas instranponíveis, quando o próprio mecanismo da socialização tiver sido encoberto para nossos olhos.

Ele era o Peter Pan. Nós, sua legião de fãs, os garotos perdidos. Elizabeth Taylor, sua Wendy (e eu que achava que ele é quem sofreria a morte dela). No fundo, todo mundo sabia como a história terminaria. Peter não pode crescer. Os garotos perdidos têm que crescer. Eles se separam no final. Peter volta sem eles para Neverland. Mas a visita de Peter em nossa janela à noite, nossa temporada na Terra do Nunca… nada foi em vão. Nós ficamos, ele se foi, envelheceremos, ele não! Mas será que cresceremos mesmo? Mentira! Só guardaremos as aparências. Antes de partir, ele ensinou o essencial: “Neverland é um lugar na mente”. Aquele que ele construiu na matéria era só um modelo sensível para a gente entender a idéia regulativa. A vida dele era também um modelo sensível dessa idéia regulativa. Agora a gente entendeu. A missão dele está cumprida. Podemos ficar para sempre na Terra do Nunca…

Fonte:
Falando de Michael Jackson

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

As piadas sobre os poloneses irritavam Michael Jackson - Jolanta Tourel



"Michael era dolorosamente modesto e sentia que tinha uma missão na vida", conta Jolanta Tourel à TV N24. Ela revelou uma conversa gravada com Jackson, em que o artista diz que queria "dar à Polônia classe e honra."

Jolanta é Presidente do World Trade Center de Varsóvia - um membro do mundial World Trade Centers Association - uma organização apolítica que colabora estreitamente com os ministérios e agências governamentais que se dedicam à promoção do comércio e das exportações.

Michael tinha planos de construir um parque de diversões na Polônia com o envolvimento de artistas em outros investimentos. 

Michael teria dito a Jolanta que as piadas que ouvia a respeito dos poloneses o irritavam, e ele as derrubaria e ajudaria a trazer classe e honra à Polônia.

"Quando eu perguntei-lhe sobre questões relativas à sua vida privada, ele respondeu: "tudo o que tenho a dizer está em minhas canções." A maioria das letras de suas canções foram escritas por ele mesmo. Quando lhe perguntei porque ele passa tanto tempo com as crianças, ele me respondeu que a ideia era mudar o mundo. Ele disse que conversar com as crianças pode influenciar o futuro deste mundo, e os adultos não podem mudar, porque eles já estão 'programados'. Ele compreendia bem a mentalidade das crianças."

Jolanta contou sobre seu encontro com Jackson em Paris, onde pôde ver como ele se preparava para o palco: 

"Pouco antes do show, Michael Jackson, juntamente com todos os músicos de sua banda, se davam as mãos e oravam, cada um à sua maneira e se concentravam."

Em sua opinião, Michael era muito aberto e interessado na História da Arte e Cultura: "Quando eu falei em polonês, ele perguntou a seu amigo, o Professor Kwiatkowski, que falou com ele sobre o estilo Barroco."

Michael no Palácio Wilanów - Varsóvia 

Com o Professor Kwiatkowski 

Ela acrescentou que Michael também estava interessado em todas as realizações técnicas: "Muitas vezes, Jackson chamava o meu marido no meio da noite com ideias diferentes para debater."


Fontes:
http://www.tvn24.pl/1,1608276,druk.html

http://cartasparamichael.blogspot.com.br/2012/05/jolanta-tourel.html#more

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O que é importante?

"Eu encontrei quem era realmente
Michael Jackson. 
E eu estava de coração partido.
Eu me senti enganada."


O projeto de pesquisa que começou há seis meses atrás me levou em alguns lugares interessantes e agradáveis, mas também levou-me para as regiões mais escuras que eu já encontrei. Essas regiões estão na psique humana. 

O projeto começou, após a partida de Michael, com um olhar superficial sobre a vida de um mega star. Tudo começou com um gesto de homenagem em retribuição à música e à dança que nos foram dados por um menino que a todos amava - Michael Jackson. 
Enquanto eu admirava seu trabalho, eu não poderia me chamar de fã e eu certamente não tenho os momentos importantes do meu passado associados com as músicas de Michael, embora seja assim que meus filhos se retratem em relação aos seus artistas favoritos. Fiquei triste por sua morte, porque é difícil perder um ícone, mas foi um evento singular e depois de conhecer alguns detalhes, naturalmente, eu segui em frente.

Até que eu fui ver o filme This Is It. Durante o filme, lançado após sua morte e sobre a turnê de retorno que ele estava planejando em Londres, algo aconteceu. Chame a isto de curiosidade, chame de encantamento, não importa, mas fui atraída de alguma forma para olhar mais de perto a vida deste homem e do seu trabalho. 

Observar este gênio me levou numa viagem que foi tão inesperada quanto improvável. Mas aqui estou neste momento, em uma encruzilhada no caminho, que se tornou a coisa mais importante para mim. Se você tivesse me dito que eu seria colocada frente a frente com o Dalai Lama para aprender sobre o amor no mundo, eu teria celebrado. Se você tivesse me dito que Sri Sri Ravi Shankar ou Ganga Ji se tornariam meus guias espirituais, eu teria ficado surpresa, mas satisfeita. Mas se você tivesse me disse que eu iria encontrar-me aos pés de alguém que usa meias que brilham e que fica na ponta dos pés em seus sapatos, eu teria sorrido e recusado. No entanto, tivesse você mencionado que o meu novo guia seria Michael Jackson, eu teria corrido pela minha vida! 

Mas aqui estou nesta viagem com Michael, tendo viajado alguns dos mais obscuros caminhos que a minha vida tem apresentado até agora. Tenho andado entre "inimigos" na Rússia como uma ativista e uma cidadã diplomata, estive na presença de armas de destruição em massa estocadas, trabalhando como ativista em busca do seu desmantelamento. 

Mas há um lugar ainda mais assustador e é tão eficaz e completo na sua destruição como qualquer arma química, e todos estamos sujeitos a ele. Michael Jackson trabalhou e cantou por toda sua vida para mudar o mundo, para curar o mundo para nossos filhos e torná-lo um lugar melhor. Mas ele era uma figura tão controversa e magnética que se inclinou em outras direções para realizar a paz no planeta. 

Sendo eu, uma ativista pela paz desde o tempo que me lembro, eu trabalhei pela autorredenção da humanidade, tendo reconhecido que os seres humanos haviam desenvolvido os meios para destruir o planeta inteiro. Mal sabia eu também que a realização de Michael já era exibida em seu corpo de trabalho com a sua versão resumida especialmente gritante, em seu hino Man in the Mirror.

Quando comecei a pesquisar o homem e sua música, eu descobri uma pessoa completamente diferente da pintada por nós, os jornalistas dos tabloides e outros do ramo. Demorou um pouco para escavar o passado sensacionalista, documentos judiciais e entrevistas, mas depois de raspar toda a escuridão, eu encontrei quem era realmente Michael Jackson. E eu estava de coração partido. Eu me senti enganada. 

Mas acima de tudo, fiquei arrasada porque eu, sem querer, tinha contribuído para ampliar o lado sombrio da humanidade neste planeta, por minha complacência e como ela acabou levando a vida de alguém. Com a minha ingenuidade e por não questionar ou pensar criticamente, eu também ajudei a privar o futuro de um gênio consumado, humanitário e um líder global. 

Eu nunca questionei o retrato que os tabloides pintavam de Michael ou o seu julgamento. As transcrições e as informações retratam um homem inocente que foi vítima de extorsão por parte de uma família que tinha um histórico de processos judiciais. A mídia não me disse isso. Sua inocência estava sendo comprovada ao longo do julgamento, mas não foi mostrada pela imprensa local. Eu não sei de quem eram os relatórios que eles estavam julgando, mas não eram sobre Michael. 

Descobrindo os danos e a total destruição exercida por uma indústria fora de controle, eu não podia permanecer complacente porque eu sou uma ministra com uma consciência e um ser humano com o desejo de ser mais uma solução do que um problema. Eu não podia mais ficar inclinada no ponto onde a sombra da humanidade perde seu brilho. 

O que é mais importante para mim agora, é que o meu trabalho como escritora foi caracterizado por uma organização de paz global e humanitária e muitos têm tomado conhecimento da ADM (armas de destruição em massa) desencadeada por uma indústria que teria a necessidade de olhar em seu próprio espelho, onde um não se importa com o outro, nem sente nenhuma obrigação em apresentar seu melhor lado à humanidade. 

Por causa do que me puxou para a pesquisa, fui premiada com o privilégio e a oportunidade de fazer uma diferença no mundo, para torná-lo um lugar melhor, contribuir para que as crianças percebam que serão elas quem construirão, no futuro, a versão melhorada deste mundo e sua humanidade. 

O projeto foi iniciado e o trabalho começou a desenvolver um currículo abrangente para educadores, chamado Violência e Palavras, que analisa violência que os seres humanos fazem uns aos outros quando eles usam palavras como armas, e da violência feita a uma pessoa e ao mundo quando um ser humano talentoso é alvo dos tabloides que visam o lucro. 
É uma arma mortal e um jogo mortal. Ela mata. Ela mata pessoas como Lady Diana e Michael Jackson, aqueles que são tesouros globais de humanitarismo. Ela pinta-os como caricaturas distorcidas e sensacionalistas, não quem realmente são. Ela mata o brilho dos seres humanos. Sim, isso significa nós, você e eu! Ela mata o brilho porque traz à tona o lado sombrio da natureza humana. E mata um ser humano iluminado que surgiu, porque os seres humanos generosos assumem um compromisso ousado de usar a sua fama para promover uma corrida mais humana e preparar o planeta para o futuro. Para você e para mim.

By Reverend B. Kaufmann
(escritora, educadora e ativista)

Créditos:
http://cartasparamichael.blogspot.com.br/2011/12/o-que-e-importante.html 

Fonte:
Reverend B. Kaufmann//www.innermichael.com/extraído do txt original 'what is important?'

Palavras que iludem, atitudes que salvam: Quando todo mundo deveria ter um pouco de Michael Jackson


Michael Jackson quebrou várias barreiras, mas uma que ele não conseguiu destruir por completo foi a da falta de sensibilidade das pessoas e principalmente, a falta de entendimento daquilo que ele sempre tentou passar.
Quem nunca ajudou uma velhinha a atravessar a rua? Quem nunca se preocupou com as crianças abandonadas? Quem nunca fez doações para caridade ou visitou orfanatos e hospitais? 
Na teoria todos ajudam, todos choram, todos se desesperam, mas na prática, da pra contar nos dedos aqueles que tentam mudar essa realidade. 
Desculpas não faltam, “Não tenho tempo, sou muito ocupado” Então… O que dizer se você for o artista mais famoso do planeta? Michael se preocupava em ajudar as pessoas ao redor do mundo, sempre por onde ia visitava instituições, sem falar de suas músicas dedicadas a causas sociais. 
Se um artista doa milhões para a caridade é por que ele “quer aparecer”, se não doa é porque é “pão duro”. Todos, pelo menos a grande maioria, sonha em ter fama e fortuna, mas, e aqueles cuja a única preocupação é se alimentar e alimentar sua família?
Umas das coisas que falam sobre Michael Jackson é que ele gastava muito, sempre e com qualquer coisa, porém não falavam da suas doações em beneficio dos menos afortunados; então me diga, se Michael Jackson ajudava as pessoas, qual seria o problema em ele comprar suas próprias coisas? 
Vivemos em um mundo onde aprendemos a pensar em nosso futuro, e aí que está a questão, NOSSO futuro, e os dos outros? Michael tem milhares de fãs que pensam nele, e ele tinha a capacidade de pensar no resto do mundo, mesmo podendo se fechar em seu conforto.
Mas já que Michael Jackson vivia se preocupando com os mais fracos, principalmente com as crianças, então porque não reverter esse jogo, tirando dele o posto de “pessoa do bem” para maluco que vive rodeado de criancinhas? A mídia não quer que você saiba da verdade pois não seria nada agradável para eles mostrar uma pessoa fazendo o que eles também deveriam fazer. 
Como as pessoas não podem se igualar a ele na solidariedade, se unem contra ele numa tentativa fracassada de mostrar que ele não é tão bondoso quanto demostrava. 
Ah mas ele era rico, dinheiro não fazia falta, grande engano, existe muita gente que consegue dividir o pouco que tem com os demais. 
Sabemos o quanto difícil e doloroso é olhar para uma criança, para um adulto que passa por dificuldade, mas é melhor abrirmos nosso olhos para esses problemas tentando procurar uma solução, do que se fingir de cego enquanto os outros morrem.
Não existe uma regra para se viver, reclamamos de coisas bobas, pensamos que o mundo vai acabar em qualquer momento simplesmente por ele não ser como sonhamos. Michael era uma das pessoas que mais sofria no mundo, por todos os acontecimentos de sua vida, mas sendo uma pessoa humanitária enchia seu coração de alegria ao amenizar as dores dos outros.
É como eu disse uma vez, por que ao invés de se preocupar com a aparência de Michael Jackson, você não se preocupa com o estômago daqueles que tem fome? Ele se preocupava. 
Ser humanitário, não pensar somente em si, é uma das maneiras mais lindas de você ter um pouco de Michael Jackson.


Texto de Pâm



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Sobre o Vitiligo


Como é que, quando Michael explicou o que estava acontecendo com seu corpo,
alguns se recusaram a acreditar nele?

Suponha que você tenha trabalhado duro, dirigido a si mesmo para chegar ao auge do sucesso e alcançado um pouco de fama, por causa de sua contribuição a uma indústria carregada de talentos, além de uma feroz concorrência. 

Suponha que você soubesse que essa indústria exige que você sempre invente algo novo e fresco, a fim de manter o interesse das pessoas, após o lançamento do seu trabalho. Suponha que para manter-se contemporâneo, você tenha que reinventar a si mesmo com freqüência, ao longo do caminho. 
Michael escondeu a condição (de sua pele) por um longo tempo, tentando até mesmo escondê-la de sua maquiadora. Ele não quis revelar publicamente a sua luta mais particular. No entanto, o vitiligo foi se tornando mais e mais visível, as mudanças em seu tom de pele eram mais e mais evidentes. No entanto, Michael, sempre perfeccionista, não queria decepcionar o seu público. Eventualmente, não havia escolha, a não ser revelar sua condição. 

Suponha que você tenha atingido um nível de fama, onde o seu nome e produto são instantaneamente reconhecidos ao redor do mundo. Se você ama o seu trabalho e ama o seu público e se a criação, para você, é como respirar, você não pode viver sem isso. E se a sua sobrevivência depende de sua voz, seu corpo, sua aparência, e seu apelo global? 

E se a indústria escolhida é monitorada e controlada por um meio público - a imprensa - com o poder de lhe ascender ou lhe derrubar, você e ao seu futuro? E se forem poucos, na indústria da mídia, que sejam amáveis e lhe apoiem, aonde mais se interessem ​​apenas em estórias suculentas, com detalhes de escândalos, fraquezas e uma insinuação de fracasso? E se eles estão apenas esperando que você deslize? E se eles estão perpetuamente apenas prestes a atacar? 

E, se apesar de toda esta pressão de estar sempre presente e relevante, o seu corpo, a máquina que impulsiona o seu trabalho, começar a ter alguns problemas sérios? E se o seu corpo começa a te trair? E se toda a sua razão de ser, de repente, entrar em questão? E se o futuro é incerto? E se um público volúvel com um curto período de atenção e memória ainda menor, começa a perder o interesse, porque você não tem mais uma boa aparência? Quando sua vida está no centro das atenções? O que você faz, então? 

Será que você tenta esconder suas imperfeições? É claro. Todos nós fazemos isso. Nós usamos meias nas pernas; colocamos silicone nos seios; tomamos Viagra; usamos cremes e hormônios, sabonetes e perfumes; colocamos permanentes em nosso cabelo; aumentamos o volume de nossas roupas íntimas; usamos saltos altos, e vamos à academia de ginástica; compramos as últimas modas, colocamos tatuagens ou piercings; apliques no comprimento do cabelo; buscamos pedicures e/ou unhas postiças; tomamos vitaminas; fazemos uma dieta, fazemos bronzeamento artificial e mil outras coisas, para ficarmos atraentes e relevantes. 

Então, quando Michael Jackson foi diagnosticado com vitiligo -uma doença que transforma a pele - por volta de 1983, por que foi tão difícil de entender (a doença) como uma ameaça que teria sido para alguém que ganhava a vida no palco? Como é que, quando ele explicou o que estava acontecendo com seu corpo, alguns se recusaram a acreditar nele? 

Uma doença que estraga o seu rosto e o seu corpo deve ser muito ameaçadora para alguém que ganha a sua vida no palco. Deve ter levantado questões de autoestima enormes para Michael, pois ele tinha acne, quando adolescente. Deve ter havido um sentimento enorme de traição de seu próprio corpo, seu próprio sistema imunológico se voltando contra você. Você deve questionar e responsabilizar-se inicialmente. Você deve sentir uma sensação de vergonha e a vontade de esconder o seu corpo manchado. 

Poderia ter sido assustador e desanimador, como o primeiro artista negro a fazer tantas coisas pioneiras, de repente corre o risco de perder a sua identidade racial? Ele estaria se sentindo ferido, ao ser acusado de trair e abandonar deliberadamente a sua raça? Como não poderia o público entender o quão doloroso deve ter sido para um homem que cresceu em uma família famosa negra? 

Um homem que cresceu com James Brown e que, por toda uma geração de crianças, tornou ok ser negro, ensinando-os a cantar: "Eu sou negro e tenho orgulho". Quando o câncer surpreende alguém, nós não culpamos a vítima. Nós não repreendemos as alterações do seu corpo. Nós não condenamos a quimioterapia, que é um tratamento necessário para controlar a doença. 

Alguém pergunta para uma doença o que faz com que o corpo se transforme, tentando tornar alguém irreconhecível? Alguém deseja que uma doença progrida e engula todo o ser de alguém, uma pessoa para quem um dia na praia seja impossível, que esteja impedido de brincar à luz do sol com os seus filhos porque é perigoso, que faz com que você viva sua vida sob guarda-chuvas, porque a sua condição se agrava sem eles? 


Como é que esta pessoa pode ser acusada de "mentirosa", de estar abandonando a sua própria origem étnica? Como alguém pode ser rotulado de freak, quando as mudanças em seu corpo são involuntárias e precisam ser ocultas, a fim de manter a pessoa pública e o status de astro que o mundo espera dele? Como não se tornar uma pessoa amarga, irritada, menos do que humana? Como é que continua a performar no centro do palco, sabendo que a maquiagem esconde um segredo e o temor de que, se revelado, poderia afastar até os fãs mais leais?

Vitiligo é uma doença que faz com que a pessoa perca a pigmentação da pele. Manchas brancas começam a aparecer e como a doença progride, a pele mais e mais assume um tom pastoso. Michael tinha o vitiligo universal, a forma mais grave, que afeta mais de 80% do corpo. A doença apaga a pigmentação, tornando a pele, eventualmente, translúcida.

Nos estágios iniciais, a pele fica manchada porque o corpo começa a atacar suas próprias células de melanócitos, que produzem a cor da pele. Conforme a doença progride, mais e mais o corpo se torna branco. O que resta então é o tratamento de apoio. No início, uma pessoa negra poderia usar maquiagem escura para cobrir as áreas despigmentadas. Mas, como cada vez mais aumentam as áreas afetadas, este recurso torna-se impraticável. Descolorir o restante da pele torna-se uma opção viável. 

A luz solar agrava a condição e acelera a progressão do vitiligo. O uso de protetor solar torna-se imperativo. Passar o tempo na praia ou na luz solar direta pode causar problemas graves. Viver sob um guarda-chuva para bloquear o sol, pelo menos, retarda a doença e prevenir problemas de pele ou reações à luz solar.

Parece que o guarda-chuva criava mistério, acreditava-se que o motivo do seu uso era além de protegê-lo do sol. Uma metáfora para o mistério? Oh sim, e muito eficaz para isso, chamou a atenção. E como Michael amava ganhar atenção, porque sua carreira, é claro, dependia dela. Mas como é que se tornou uma metáfora não somente para o mistério, mas para o obscuro? 

Como Michael assumiu o risco, quando ele saiu de sua intimidade e deu uma entrevista pública, revelando, com grande trepidação, que havia algo de errado com seu corpo? Que seu sistema imunológico não estava funcionando corretamente, que ele estava lutando com as questões de confiança de seu próprio corpo, que parecia tê-lo traído? 

Que sua identidade, sua aparência e tudo o que ele representa criou para ele uma crise existencial, porque uma doença involuntária se instalou em seu corpo - um corpo que é importante para a presença de palco, para o desempenho, para a identidade, por status, seu trabalho e sua vida? Como é que ele então conciliou, revelando o mais íntimo dos segredos de sua vida e, então, ser chamado de mentiroso?

O que é mais íntimo do que o próprio corpo? O que é mais preciosamente guardado? O que é mais ameaçador para uma estrela no palco, do que as mudanças involuntárias na saúde e na aparência? Será que temos chamado algum paciente com câncer de mentiroso? O teríamos condenado por buscar tratamento para uma doença fatal? Michael merecia a nossa compaixão, e não ridículo. 

Onde estava a compreensão para este homem que estava lidando com uma doença que ameaçava sua própria vida, como ele sabia disso e, como também sabíamos? Onde estava a mensagem: "você ainda é amado?" Ainda é relevante? Ainda humano? Ainda assim, era esperado de Michael que ele continuasse a pregar o Amor? O Michael que temos feito maior que a vida? O único que nos deslumbra? O único que nós esperamos que seja perfeito aos nossos olhos? Onde estava nossa humanidade? Nossa compaixão?


by Reverend B. Kaufmann (escritora, educadora e ativista) 


Fonte:
Reverend B. Kaufmann//www.innermichael.com/título do txt original: 'becoming white 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Vitiligo



Michael usava luva para esconder as manchas de vitiligo que estavam surgindo na mão dele. A Karen Faye (maquiadora do MJ) afirmou isso.

Michael passava maquiagem na pele (maquiagem marrom para ficar da cor da pele dele) e usava a luva por cima. 

Essa imagem aqui é de uma luva que MJ usou na turnê Victory,
em 1984: 


(Reparem só na maquiagem que ficou na luva.)





O dermatologista de Michael, Arnold Klein, disse em uma entrevista que o vitiligo de Michael era muito ruim, difícil de ser tratado, e a decisão de ser branco não foi dele, simplesmente a doença foi o levando até onde ele chegou. Michael tomou remédios para acelerar o procedimento já que ele trabalhava com sua imagem, e ele querendo ou não, ficaria com 95% da pele branca, pois a doença se espalharia de qualquer maneira. Arnold disse que Michael teve perda da pigmentação da pele e manchas por todo o corpo, mas que em seu rosto e em suas mãos foi particularmente difícil de se tratar. Disse também que Michael era muito orgulhoso de sua herança negra, e acreditava que algum dos parentes de Michael, de fato, tinham Vitiligo.

Devemos considerar que na época em que Michael passou a ter a doença, não haviam tantos recursos, remédios e tecnologias para tratar disso.

   



 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Será que estamos loucos?


O apresentador de TV, William Wagener, conta a história de uma revelação que teve de 'Deus', em 2005, na época do julgamento, quando estava na frente dos portões de Neverland: ‘Michael Jackson é completamente inocente de todas essas acusações. Ele será declarado não culpado de todas as dez acusações... Michael Jackson é meu. Michael me pertence’. Este é um pequeno vídeo de uma entrevista de três horas, em 8 de outubro de 2010, com a Reverenda Catherine Gross, em seu programa de rádio blog 'Um lugar no seu coração’.

Links para mostrar seus sites:
-http://www.blogtalkradio.com/a-place-in-your-heart// WILLIAM WAGENER

YouTube:
http://www.youtube.com/user/williamwagener

O que faz um jornalista se expor dessa maneira; o que faz pintores profissionais se exporem dessa maneira, diante do mundo, se não fossem movidos por algo muito grande, ainda que imperceptível ao nível dos cinco sentidos que conhecemos?!

Bem sei que muita gente vai julgar e dizer que é oportunismo; que estão usando o nome de Michael para se promover e ganhar dinheiro... Será mesmo?! Será que é só isso mesmo?! Será que ninguém é capaz de fazer algo desinteressadamente?!

Eu senti na alma e na carne o que é essa energia desconhecida, quando escrevi o livro SIMPLESMENTE MICHAEL. Eu nunca tive a intenção de escrever um livro sobre Michael; isso veio de dentro, de repente, e com uma força e uma urgência espantosas. Eu não tinha controle sobre esse processo, eu escrevia coisas que não saíam da minha mente: saíam de algum lugar dentro de mim. Eu escrevi como se conhecesse Michael por dentro, eu senti o que ele sentia, tanto as dores quanto o êxtase da sua alegria criança. Foi mágico... E continua sendo.

Eu me expus à opinião pública tal como essas pessoas estão se expondo, e não tememos isso.... Não importam as consequências. O Espírito vem e ordena: DO IT! FAÇA! E fazemos. Não controlamos isso.


Se levarmos em conta que são pessoas que nunca tiveram um único contato; pessoas que sequer sabem da existência uma da outra... Como explicar que tantos sejam levados a se exporem à palmatória do julgamento social, e até religioso?!

David Nordhall

David Nordhall

David La Chapelle

David La Chapelle

Nate Giorgio

Céline Lavail

Céline Lavail

SERÁ QUE ESTAMOS LOUCOS? 

Créditos:
Conceição Victor

http://michael-iloveyoumore.blogspot.com.br/

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Eu dou mais do que um abraço"


Por: Sybille Wittmann, Alemanha 

Meu nome é Sybille e eu sou uma grande fã de Michael Jackson desde 1989. Desde que vi o filme “Moonwalker”, não podia esperar para vê-lo em concerto… felizmente, alguns anos mais tarde, ele começou sua “Dangerous Tour”. Eu queria vê-lo desesperadamente, e eu fiz. Assim, os melhores momentos da minha vida foram ver Michael em concerto em Bayreuth e Munique, pela primeira vez.
Eu sempre tentei ser a primeira da fila e consegui fazê-lo na maioria das vezes. Durante cada concerto invejava as meninas que tiveram a oportunidade de abraça-lo no palco durante “Shes out of my life” ou "You are not alone.” Eu queria conhecê-lo tão intensamente, só para ter a oportunidade de abraçá-lo uma vez em minha vida. Esse foi o meu maior sonho e eu nunca pensei que poderia se tornar uma realidade… Até que foi anunciado que o MJ viria a Berlim para receber o Prêmio Bambi em 2002. Berlim mudaria minha vida para sempre.
Eu tenho que dizer de antemão que já tinha preparado um grande cartaz para MJ por meses.  Sabendo que ele adorava crianças, fiz muito esforço para encontrar muitas fotos de bebês. Eu havia carregado a bandeira comigo em algum evento do MJ anterior, como em Londres, por exemplo. Michael a viu uma vez em Londres, cumprimentou-me, mas eu tive a oportunidade de dar-lhe porque o carro foi muito rápido a seguir. Fiquei bastante desapontada por não ter tido a oportunidade de dar durante a sua estadia na Grã-Bretanha, naquela época. Mal sabia eu que seria a melhor coisa que poderia ter acontecido. Eu sabia que tudo na vida acontece por uma razão.
Então veio o grande dia, MJ chegou à Alemanha. Eu tive que preparar tudo com urgência para permitir minha chegada ali e Tomar uns dias fora do trabalho e falar com minha melhor amiga, Nicole, como e quando poderíamos chegar a Berlim. Felizmente ela tinha parentes em Berlim, onde poderíamos ficar. Assim por diante terça-feira 19 de novembro 2002, cheguei de trem a Berlim. Na parte da tarde, minha amiga me chamou Nicole estava tão animada que mal conseguia falar. Ela disse que conheceu Michael em seu caminho para o hotel na entrada. Mesmo deixou uma fotografia nos jornais no dia seguinte. Agora, ela estava entre o grupo de garotas de sorte que o haviam conhecido. Eu não esperava o mesmo destino. Fiquei muito feliz por ela, porque eu acho que realmente merecia, mas devo admitir que fiquei um pouco de inveja também. No entanto, logo que cheguei ao Hotel Adlon, Nicole me chamou para pegar um táxi. Ela e eu fomos ao restaurante onde Michael estava jantando no momento.Uma vez lá, eu encontrei um bom lugar em frente da multidão de fãs.
Logo depois, chegou a hora, Michael deixou o restaurante e levado às pressas para entrar no carro que estava à espera no exterior do edifício. Foi uma corrida ao mesmo tempo, mas estava feliz em vê-lo novamente. Passou pela minha cabeça que seria melhor correr na frente do carro, assim MJ podia ver meu cartaz, então eu fiz. Me posicionei na frente do carro, tenho o meu cartaz, enquanto todos um repentino do guarda-costas veio até mim e me pediu para lhe dar, porque Michael queria. Eu nunca pensei que algo assim poderia acontecer. Eu disse que queria dar a Michael pessoalmente e disse que ia perguntar. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo: Ele iria perguntar á Michael! Tudo bem! Meu coração pulou quando ele voltou e disse que Michael tinha dito sim! Pouco tempo depois, eu me encontrei na porta da frente do carro de Michael, falando com ele.
Eu não podia acreditar no que estava acontecendo lá. Isso realmente está acontecendo? Am? está acontecendo comigo? Eu estava perdida, como em um sonho, porém, foi mesmo uma gentileza de Michael ajudar a dizer para os guardas para me deixar entrar. Bem, a primeira coisa que perguntei a Michael,no momento é que eu queria toda a minha vida, se eu pudesse te dar um abraço, ao que ele respondeu: “Sim, é claro, eu dou mais do que um abraço!” Falou e me abraçou e olhei em seus olhos. Deus, que foi o momento mais feliz da minha vida e até eu tenho isso gravado em DVD.
Desde então eu sei que sonhos se tornam realidade. Apenas acredite em si mesmo e trabalhar duro para alcançar seus objetivos. Michael era uma pessoa tão incrível, tão inspirador e tão cheio de amor. Lembro-me dele com carinho e saudades dele, mas eu sou muito grata por todos os momentos felizes que Michael trouxe para minha vida e as experiências inesquecíveis que tivemos com outros fãs durante seus shows e o tempo passado na frente dos hotéis.
Estará no meu coração para sempre! Michael, sempre te amarei!

Neste vídeo, 0,20 minutos, você pode ver o momento em que Sybille conhece Michael :


https://falandodemichaeljackson.wordpress.com/2011/06/24/eu-dou-mais-do-que-um-abraco/

Uma encarnação missionária

E por que não dizer “messiânica”, já que o efeito de sua passagem pelo Planeta é o de elevar o nível de consciência das pessoas que se conectam a ele de alguma forma?
Se fizermos uma pesquisa profunda, raramente encontraremos um fã que não tenha sido influenciado, para melhor, por Michael Jackson. E olha que estamos falando aqui de um terço da humanidade.
Michael muito pouco – ou quase nada – viveu para si, para sua satisfação pessoal. Seu foco sempre foi o serviço às pessoas do mundo; seja as socorrendo, seja as orientando, seja as reeducando.

Ele trouxe para si a dor do mundo; ele deu de si a brandura da inocência e do amor incondicional. Pura LUZ, indo e vindo.

Ele sofreu todos os infernos a fim de capacitar-se espiritualmente, pois este foi o seu contrato de alma e Jackson sempre soube disso. Talvez, o que não tivesse medida era do quanto iria doer.

“Sofreu seus infernos físicos enfrentando, em silêncio, o vitiligo e o lúpus; mesmo sendo acusado de racista e drogado. Sofreu as restrições do estrelado: o assédio, a bajulação, o jogo de interesses, a falsidade, a traição, a desconfiança, o preconceito, a privacidade invadida, a solidão. Solidão, não por estar sozinho, mas por ser único, diferente de todo mundo com quem conviveu” – E essa é a solidão que dói mais... quando quem o ouve, não o entende; quem o vê, não o enxerga; quem não o alcança, o julga e condena.

“Em momento algum ele odiou, deixou de acreditar no amor, deixou de ajudar quem precisava, deixou de sorrir e gargalhar.” Mesmo machucado, ele sorria, ele amava; e mesmo não entendendo a humanidade, perdoava.

Foi cruel a sua trajetória, mas necessária para os planos da vida. O espírito foi lapidado a ferro e fogo, e brilhou como o mais lindo, precioso e raro diamante. E esse brilho conduz a todos nós – fãs de longa data e fãs que despertaram após 25 de junho de 2009 – rumo à ascensão de vibração e consciência.

Como um farol no meio da noite escura, ele nos guia e seus discípulos se conduzem em segurança pela sua Luz, adquirem luz e espargem luz à sua volta.

Michael é único e é todos nós ao mesmo tempo; assim como nenhum de nós é inteiro sem Michael. É uma simbiose divina indissolúvel que cura a Terra e quantos mundos estiverem precisando de Amor, neste vasto universo que nos abriga.



THANK YOU, MIKE!

Fonte:
GOD BLESS YOU FOR ALL

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dr. Patrick Tracy dignifica o Legado Humanitário de Michael


AS SUAS PALAVRAS SOBRE MICHAEL:

Há cinquenta e três anos atrás, um rapaz negro nasceu em uma pequena cidade de Indiana. Esta foi uma época diferente, um momento em que o Movimento dos Direitos Civis Afro-Americano tentou ganhar a liberdade da opressão dos americanos brancos. 
Foi também uma época em que a próxima geração do pós-guerra norte-americanos foram crescendo, os filhos de soldados que tinham sido prisioneiros da tirania de campos como Aushchwitz e Buschewitz, um momento em que toda a Europa se encheu de uma profunda e permanente gratidão ao povo americano.
Como Elie Wiesel, um sobrevivente do Holocausto judeu, disse num discurso para uma importante reunião de dignitários da Casa Branca em 1999, "Gratidão é o que define a humanidade do ser humano".

E a gratidão é o que agora devemos ter hoje para aquele rapaz jovem negro norte-americano. O seu nome era Michael Jackson, alguém que sou privilegiado de chamar meu amigo, alguém que muitas vezes ficou sozinho para cuidar de crianças no mundo, para os miseráveis, para as vítimas da doença e da injustiça. 
Michael estava muito perturbado pelo sofrimento que viu no mundo e ainda mais pela indiferença a ele. As suas primeiras palavras para mim quando nos encontramos foram:

'Muito obrigado por ajudar o povo da África'. 

Não houve ares e graças, pompa e circunstância e a sua única preocupação era com as vidas de outras pessoas que viveram em um continente diferente do que aquele, em que qualquer um de nós nasceu. 
Eu tinha estado na África e vi a devastação da praga do HIV em primeira mão e quando nós discutimos isso, havia lágrimas nos seus olhos e ele disse que tínhamos que fazer algo juntos para o povo da África.
Ele planejava realizar um grande concerto em Ruanda e gostaríamos de voar para lá juntos no seu avião particular e, em seguida, ver o seu grande amigo, Nelson Mandela. Infelizmente, esses eventos não eram para acontecer e o mundo perdeu um de seus grandes humanitários. 
Nesse discurso, Elie Wiesel também tinha algumas palavras a dizer sobre a indiferença. Ele disse: 'Ser indiferente ao sofrimento no mundo é o que faz o ser humano desumano '.

Para a pessoa que é indiferente, seu vizinho é de nenhuma consequência. As suas vidas não têm sentido como a indiferença, reduz o outro a uma abstração. Indiferença sempre beneficia o agressor - nunca a sua vítima, cuja dor é ampliada quando ele ou ela se sente esquecido.
Michael Jackson sentiu a dor, não apenas para as crianças com fome, mas para si mesmo quando o povo da América permaneceu indiferente à injustiça que foi cometida sobre ele tornando-o um prisioneiro virtual em sua própria terra, fazendo-o fugir para o Oriente Médio e eventualmente encontrar a solidão na Irlanda, a minha casa. 

Que ironia que alguém que se importou tanto com o resto da humanidade foi rejeitado pelo seu próprio. Era uma dor que ele sentiu profundamente e que de vez em quando ele discutiu comigo, mas a maioria das vezes não queria falar sobre isso e eu nunca abri essas memórias dolorosas ... sendo como ele, exilados além da norma. 
Michael Jackson nunca foi indiferente. Ele trouxe a luz onde havia escuridão, a esperança onde havia desespero, ele nunca se afastou da crueldade, quando ele podia dar compaixão.

Nós apenas começamos um novo século, um novo milénio. Os primeiros dez anos têm sido alguns dos mais brutais que o planeta já encontrou. O século começou com ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono. Estas ações arrastaram esta grande nação em conflitos no Iraque e no Afeganistão. Houve guerras em mais de vinte países, que lançam uma sombra escura sobre a humanidade: tanta violência, tanta dor...
Se há uma coisa a fazer hoje, para preservar a memória de Michael Jackson, que é, não ser indiferente ao sofrimento que vemos ao nosso redor no mundo. 

Há momentos em que sinto que Deus tenha abandonado este mundo, o terrível terremoto no Haiti onde os corpos foram cortados desde a construção até à serra, a funerária na Zâmbia, onde os tomadores de caixão trabalham batendo os pregos na madeira até tarde da noite, as ruas de Irlanda do Norte, onde as gargantas são cortadas só por pronunciar uma palavra mal dita, com uma garrafa de cerveja. 
Eu vivi em Baghdad, eu tenho sido um prisioneiro de Saddam Hussein, eu carrego as feridas de guerra da Irlanda do Norte e eu digo a vocês aqui, hoje, que há um Deus que olha para baixo sobre tudo isso que está errado e ele trouxe-nos Michael Jackson para ajudar a resolver... 
Mais de 70 anos atrás, um navio com uma carga humana de mil judeus se afastaram do porto de St.Louis de volta para a Alemanha nazista. O navio, que já estava na costa dos Estados Unidos, foi enviado de volta e as pessoas de esquerda para o destino do ditador. 
Isso aconteceu nos Estados Unidos, um país com a maior democracia, o mais generoso de todos os novos países da história moderna. Isto está a acontecer novamente hoje, com o bombardeio e aterrorização de crianças inocentes em terras estrangeiras. Não deixem que isso aconteça, levantem-se para as coisas que Michael representava, para acabar com a injustiça, para combater a doença e tentar salvar o planeta em que vivemos. 

Qual será o legado de Michael Jackson? Como ele vai ser lembrado pelas gerações que ainda não nasceram?
Sejamos gratos a Deus que ele nos enviou um anjo para viver entre nós por um tempo e não sejamos indiferentes aos males que vemos ao nosso redor. Se Michael sempre quis que fizéssemos algo que o iria deixar feliz... e como ele olha para baixo sobre todos nós hoje, o mais importante seria para não nos afastarmos das vítimas da opressão e da agressão, e em caso de dúvida sobre o como não saber agir .... somente pense:

O que Michael faria? "

Assistam a esse momento:


Partes retiradas do blogue Michael Jackson Humanitarian e texto adaptado por https://www.facebook.com/carlamjking
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