quarta-feira, 18 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Robin Gibb

Michael Jackson era um grande amigo, muito sensível, um homem gentil e talentoso. Meus irmãos e eu o conhecemos em meados de 1972, quando ele estava no Jackson 5. Estávamos no mesmo estúdio, o Hit Factory, em Los Angeles. Toda vez que ele estava em Miami, ele passava um tempo a mais, especialmente com Barry (Barry Gibb - irmão de Robin).
Muitas vezes, ele aparecia do nada: Costumava deixar Bubbles com alguém e vir por conta própria e nós saíamos. Eu o vi pela última vez há algumas semanas (antes do 25 de junho) em uma festa em Los Angeles. O fato é que não foi concedido a Michael o respeito que ele merecia - ele foi absolvido em seu julgamento mas, particularmente na América, ele estava muito perturbado. Ele tinha receio de fazer shows ao vivo após o julgamento, porque ele estava preocupado com os ataques da mídia que poderiam ocorrer.
Ele era muito frágil - essa é a natureza dos artistas: são sensíveis e doces. Mas isso não diminui sua inteligência e seu talento. Sua morte não foi uma surpresa enorme - Eu só gostaria que as pessoas não o tivessem perseguido tanto. Michael era um homem muito solitário e incompreendido. Ele tinha que fazer isso por conta própria.
Ele sofreu muito nos últimos dois anos. Ele fará muita falta, porque isso não tinha que acontecer. Ele era jovem, como o meu irmão, que morreu em 2003 - é claro, Michael veio para o funeral de Maurice. É tão triste que não podemos louvar as pessoas enquanto elas estão aqui no mundo. Quando se vão, daí é tarde demais. As pessoas que falavam dele no ano passado estão 'orando' por Michael Jackson hoje.
Robin Gibb (do grupo Bee Gees)
Fonte:
http://www.themjifc.com/forum/michael-jackson/14437-cute-michael-stories-his-friends-22.html
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Um recado de Dona Remy
Em dezembro/2011 Mary MJ do fórum Number Ones e outras fãs, estiveram em Los Angeles e se encontraram com a Dona Remy.
A Mary, gravou um Vídeo com um pedido
de Dona Remy aos fãs de Michael Jackson.
(Como se nós fãs estivéssemos esperando por esse pedido...)
Muitos fãs, desde que Michael partiu, estão se unindo cada vez mais nessa luta para evidenciar ao mundo a verdadeira imagem dele. Estamos nos unindo cada vez mais nessa propagação.
Todos os fãs de Michael precisam ter essa consciência.
Vamos fazer a nossa parte em união.
Vamos mostrar ao mundo as verdades e maravilhas de Michael.
Michael não veio a esse mundo em vão, ele fez uma mudança na vida de milhares de pessoas. Ele fez a mudança em nossa vida.
Fomos presenteados por Deus com a presença de Michael!
Muitas pessoas foram tocadas por essa elevação e grandiosidade que há em Michael.
Essas maravilhas fizeram muitas mudanças em nós. Então, propagando a verdadeira imagem de Michael ao mundo, estaremos de certa forma, levando essa mudança
em milhares de outras pessoas também.
Vamos nos unir cada vez mais nessa propagação e juntos chegaremos lá!!
Estamos nos unindo mais a cada dia, não pelo simples pedido de Dona Remy, mas por nossa própria vontade e consciência. Porque Michael nos impulsionou a essa união, a esse amor... Ele elevou a consciência de muitos fãs, isso é fato!
L.O.V.E
Fonte:
Estrela Bailarina
ESTRELA BAILARINA,
para
Michael Jackson
UMA
ESTRELA AZUL LÁ DO CÉU
DANÇA
O BALLET DOS ENAMORADOS
DAS
PRINCESAS E PRÍNCIPES ENCANTADOS
UMA
ESTRELA LUMINOSA LÁ DO CÉU
ESTRELA
SÍRIUS DO MESTRE EL MORYA
ESTRELA
DOS 7 RAIOS DE LUZ
ILUMINA
O ÂMAGO DA CRUZ
UMA
ESTRELA AZUL LÁ DO CÉU
ESTRELA
BAILARINA
ESTRELA
DELIRANTE
ILUMINA
A NOITE DOS AMANTES
UMA
ESTRELA AZUL LÁ DO CÉU
OLHA
PRÁ TERRA E DIZ: " QUERO SER TERRA"
A
TERRA OLHA PRÁ CIMA E EXCLAMA: "QUERO SER ESTRELA!"
UMA
ESTRELA BAILARINA LÁ DE CIMA
ADORNADA
DE SAFIRAS E ESMERALDAS
SAPATILHAS
BRANCAS COR DE NEVE
DANÇA
UM TANGO DE GARDEL,
UM
ROCK DO MICHAEL
FAZ
MIL ESTRELAS DANÇAREM
OS
SERES HUMANOS SE AMAREM.
ESTRELA BAILARINA
CHAMA
AZUL QUE ILUMINA A TERRA
PERFUMA
OS NOSSOS JARDINS
NOSSAS
ROSAS,
NOSSOS
JASMINS!
ESTRELA
BAILARINA LÁ DO CÉU,
RECEBE
EM TUA LUZ AZUL
ESSE
ASTRO QUE PARTIU EM TUA DIREÇÃO,
FAZ
DO MEU PRANTO O TEU CANTO,
RECEBE
ESTRELA SÍRIUS, NO ESPLENDOR DA TUA LUZ AZUL
MICHAEL JACKSON
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Michael e 1993....
O ano é 1993. Pense em todas as coisas horríveis que você ouviu sobre Michael Jackson em torno deste tempo. Pense em todas as piadas em programas de fim-de-noite, todos os rumores feios, todas as acusações e todos os nomes.
Agora imagine sendo a pessoa - a pessoa inocente - para quem toda esta energia e ódio ridículo e negativo está sendo dirigido. Imagine o estrago que lhe causaria, mesmo o mais forte dos homens.
Michael era um profissional. Embora as suas performances nunca sofressem durante esta época do julgamento, ele mesmo o fez. Ele dizia: "Eu tenho pele de rinoceronte. Eu sou mais forte do que todos eles". mas Eddie e eu pudemos ver a verdade por trás da bravata. As acusações que o pai de Jordan tinha feito contra Michael foram uma fonte de ansiedade implacável para ele.
À noite, às vezes, ele desabafava: "Eu não acho que vocês percebam"... E nós certamente não o fazíamos... "Eu tenho o mundo inteiro pensando que eu sou um molestador de crianças. Vocês não sabem o que se sente ao ser falsamente acusado, ao ser chamado de Wacko Jacko? Dia após dia, eu tenho que subir no palco e me apresentar, fingir que tudo está perfeito. Dou tudo o que tenho, eu dou o desempenho que todos querem ver. Enquanto isso, meu caráter e reputação estão sob constante ataque. Quando eu saio fora dessa parte, as pessoas olham para mim como se eu fosse um criminoso".
Eu acho que sem o nosso conhecimento, proteger ao meu irmão Eddie e a mim deram a força necessária para que Michael continuasse a turnê, enquanto ele pudesse. Especialmente Eddie, que tinha apenas 11 anos. Michael era o responsável por nós. Ele não poderia desmoronar na frente das crianças. Ele tinha que ser forte para nós, e de alguma maneira, isso o ajudou a manter-se.
Quando chegamos na Cidade do México, ninguém, incluindo o próprio Michael, sabia que seria a última parada da turnê. Quer seja pela angústia mental causada pelas acusações de pedofilia ou o desgaste físico por realizar tantos shows, Michael estava em profunda dor, a cada noite.
Durante cada show, ele perdia muito líquido e estava em risco de desidratação, e ele precisava de um médico, às vezes dois deles, para ajudá-lo a se recuperar. Eles o visitavam durante todo o dia para dar-lhe os nutrientes e hidratá-lo. Ele bebia Ensure, um complemento de vitaminas e proteínas, para se reabastecer.
Mas, então, à noite, um médico sempre vinha antes dele dormir, para dar-lhe o que ele chamava de 'remédio'. Eu era uma criança. Tudo o que eu sabia era que o médico lhe dava este medicamento para ajudá-lo a adormecer. Só mais tarde eu saberia que era Demerol.
Michael foi introduzido à prescrição médica, em particular o Demerol, antes de eu conhecê-lo. Em 1984, seu cabelo pegou fogo enquanto ele estava gravando um comercial da Pepsi. Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau no couro cabeludo e no corpo. Eram terrivelmente dolorosas e os médicos prescreviam analgésicos.
Agora, em turnê, e novamente em profunda dor física, Michael havia voltado a essas drogas.Talvez ele estivesse simplesmente seguindo as ordens dos médicos: a sua adrenalina estava tão alta após cada show, que está seria a única maneira dele poder dormir.
Por tudo o que sei, os tratamentos podem ter sido ideia dele. No entanto, ao longo do tempo, Michael começou a confiar no Demerol para relaxar após os shows, e muito provavelmente para escapar do estresse esmagador, da pressão e das responsabilidades de sua vida extraordinária.
Quem pode realmente imaginar como era para ser Michael? Fãs devotados gritavam em torno dele o dia todo, e à noite ele se apresentava por várias horas, como o Rei do Pop. Voltando para casa, ele teria que dar a marcha à ré, tentando descansar, a fim de fazer tudo de novo no dia seguinte.
Como impossível devia ser baixar do nível hiperativo do show para a calma completa do sono. Não era um caminho natural para um ser humano viver. Só uma máquina poderia ter feito isso. Esta era a sua agenda, o dia-a-dia. E então, em cima de tudo isso, o peso esmagador das falsas acusações de abuso sexual infantil.
Eu não poderia dizer que ele estava chateado, cansado ou oprimido, mas quando meu pai periodicamente se juntava a nós durante a excursão, ele via que Michael estava sob muito estresse e que isso o afetava de forma física.
Como eu vejo agora, quando ele ficava completamente esgotado e sobrecarregado, Michael tinha apenas duas opções. Uma delas seria dizer: 'Eu não posso mais fazer isso' e ir embora. Mas Michael era um perfeccionista. Ele não queria mostrar fraqueza.
Ele queria provar ao mundo que ele era inocente das acusações contra ele e que ele era forte o suficiente para combatê-los. Então, para ele, desistir não era uma opção. Sua única outra opção era usar algo que significaria que ele poderia simplesmente suportar. Michael não estava tentando obter alta. Ele tinha que ir em frente com sua vida, apesar das pressões intoleráveis, e ele fez isso da única maneira que poderia.
Na época, o remédio que Michael usava para dormir não afetou minha experiência com ele. O médico vinha, em seguida, e Michael ia para a direita da cama. Eu entendia que ele estava tomando remédio para ajudá-lo a dormir. Eu não sabia nada sobre a prescrição do remédio para dor. O médico estava lá para se certificar de que ele estava saudável.
Para o jovem adolescente que eu era, o mundo ainda era um simples lugar em preto-e-branco, onde os médicos sempre prescrevem medicamentos para curar seus pacientes. Eu supunha que meu amigo estava em boas mãos. Agora, quando olho para trás nessa viagem através dos olhos de um adulto, posso discernir um par de casos em que o estresse vivido por Michael diariamente, e a devastação que estava causando, eram evidentes.
Um exemplo ocorreu quando Eddie, Michael e eu estávamos fazendo o trabalho escolar. Michael parecia bem. Normal. Então, de repente, no meio de uma conversa, ele disse algo muito estranho. "Mamãe" ele disse: "Eu quero ir para a Disneylândia e ver o Mickey Mouse."
Fiquei surpreso, confuso.
"Cabeça-de-maçã! Você está bem?" perguntei. Ao som da minha voz, Michael voltou à realidade. Ele parecia não perceber o que ele acabara de falar.
Quando eu repeti as palavras de volta para ele, ele disse: "Deve ser o medicamento. Às vezes, o remédio me faz isso." Essa foi a primeira vez que eu senti que ele não estava lá. Eu estava preocupado e, mais tarde, eu perguntei ao médico sobre isso.
Ele disse que esse lapso de Michael era um efeito colateral do remédio que ele tomava, que não era nada para se preocupar. Eu tinha treze anos de idade. Mais uma vez, eu confiei nos médicos. Por que não deveria? Só agora é que me parece que, se em um momento de confusão psíquica, Michael revelava suas verdades mais profundas, era simplesmente que ele queria ser um garoto cujos pais o levassem à Disneylândia.
Outra vez, em Santiago, houve o incidente na banheira quente do hotel. Eddie, Michael e eu estávamos em imersão na banheira de água quente, brincando e vendo quanto tempo poderíamos manter nossa respiração subaquática.
(Por alguma razão, sempre que Michael fosse nadar, ele usava calças de pijama e uma camiseta. Ele nunca usava roupa de banho.)
Michael, de repente, disse: "Eu vou segurar minha respiração" e mergulhou. O tempo passava. Mais tempo se passava. Olhava para Eddie nervosamente. No começo, eu poderia ver as bolhas subindo de seu nariz. Em seguida, não houve mais bolhas. Finalmente, eu não aguentei mais.
Mergulhei para baixo e puxei Michael até à superfície. Eu disse: "'Cabeça-de-maçã, você está bem?" Ele estava consciente, mas não estava em si.
"Sim, eu não sei o que aconteceu" respondeu ele. "Devo ter caído no sono".
Isto pode soar estranho, mas apesar da maneira que possa parecer, eu estou quase certo que ele não estava usando remédios. Eu o conheci ao longo dos muitos anos e tive a oportunidade de desenvolver uma boa ideia de quando ele estava em algo e quando ele não estava, e em retrospecto, eu realmente acho que neste caso ele estava sóbrio.
Ele tinha um olhar atordoado em seu rosto, como se ele realmente não pudesse acreditar no que tinha acontecido. Ele continuou pedindo desculpas e dizendo que ele não queria nos assustar. Ele sabia que dependíamos dele e ele não queria mostrar a sua vulnerabilidade.'
by Frank Cascio (em seu livro My Friend Michael)
Créditos:
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Michael e Nós
Michael tem a habilidade de projetar qualquer imagem sua que desejar. Em compensação, a sociedade pode transformar Michael em qualquer coisa: de vilão a conquistador, de humano universal a um completo alienígena.
De seus graciosos passos de dança à sua brilhante luva branca solitária, cada faceta de Jackson nos maravilhou. Sua influência se estendeu a toda a sociedade. Esta e Michael Jackson se entrelaçaram e um tipo de mídia desalentadora emergiu. Michael faria alguma coisa, nós reagiríamos, então ele reagiria à nossa reação e a cadeia continuaria. Eventualmente, a cadeia estendia-se quanto mais e mais elos da relação Jackson/sociedade surgiam. Como puderam simples excentricidades, tais como usar a luva branca, transformarem-se em extravagantes cirurgias plásticas e mudança de cor?
Por que o garoto Disney que Jackson representava no início da década de 80, transformou-se numa criatura andrógina, pálida e quase inumana? Michael Jackson sozinho causou todas essas mudanças, ou nós, como uma sociedade, fomos seus colaboradores?
A pessoa de Michael Jackson exemplifica as problemáticas mudanças que um ícone tem que encarar na cultura pop contemporânea. Uma intensa fascinação pela música e o entretenimento de Michael Jackson, naturalmente despertou mais curiosidade, deixando o público faminto por conhecer o ser humano por trás das performances de super-homem. Nossa busca para entender o homem escondido na imagem de mito, originou um romance entre Michael Jackson e nós.
Esse galanteio entre um ícone pop e o público internacional envolveu-se numa relação virtualmente incomparável, em que Michael Jackson, de maneira duplamente exemplar e sinistra, retrata uma variedade de imagens e representa um excesso de personagens em nossa cultura.
Jackson é uma personificação do espetáculo. Apesar de sua espantosa fama, ele mesmo permaneceu sem sexo, sem idade e sem raça, consequentemente, necessitando dos principais aspectos que associamos a uma identidade individual. A sociedade e Michael Jackson aprenderam a manipular um ao outro. Michael tem a habilidade de projetar qualquer imagem sua que desejar. Em compensação, a sociedade pode transformar Michael em qualquer coisa: de vilão a conquistador, de humano universal a um completo alienígena.
Como uma sociedade em busca de definições, nós preenchemos os vazios deixados por ele em sua identidade com respostas criadas por nós mesmos. Essa relação entre Michael Jackson e a sociedade provou ser tão útil quanto arriscada, para ele e para nós.
A relação torna-se útil para nós, quando podemos ver Jackson como um modelo ideal a ser seguido e uma ferramenta para o aperfeiçoamento coletivo. Michael pode beneficiar-se dessa relação simplesmente ao conquistar êxito absoluto no campo do entretenimento.
Por outro lado, a relação da sociedade com Michael Jackson torna-se desvantajosa para a primeira, quando ela começa a usar Jackson para a mera satisfação de sua fome por celebridades, que é a necessidade de tê-las numa cultura popular para que possamos engrandecê-las, aplaudi-las e, por fim, derrubá-las. Dessa maneira, Michael Jackson torna-se vítima de nossa exploração.
As alterações cosméticas de Jackson transformaram-no virtualmente de negro em branco, de masculino em feminino, ao mesmo tempo que ele mantém um carisma infantil num corpo de homem adulto. Não somente sua música é agradável, também o desenrolar de sua vida é um espetáculo para ser assistido de olhos bem abertos. Nós, sua audiência, temos visto Michael reunir uma multidão de contrastes culturais ao atuar em nossa música popular e na sociedade americana como um todo. Por conseguir unir tantas diferenças, Michael Jackson provavelmente obtém mais atenção e mídia que qualquer outra figura pública.
A característica mais singular do chamado "Rei do Pop" é a justaposição de suas imagens públicas. Jackson é representado tanto como um gentil entertainer ajudante do mundo, quanto como um excêntrico pedófilo recluso. Duas questões principais surgem a respeito dos extremos de seu retrato: Como ele se tornou tão famoso? E o que aponta para a queda potencial de sua carreira? A resposta para ambas as perguntas é a mesma. Mídia, rumores, histórias bizarras, insinuações e dinheiro são os contribuintes primários do espetáculo de Michael Jackson.
No começo, eram as pequenas excentricidades de Michael que ganhavam nossas conversas e conquistavam nossa atenção. Sua voz suave, a pele pálida e seu inusitado estilo de se vestir, eram bastante intrigantes e a sociedade queria mais de Jackson. O problema com Michael foi que ele se recusou a compartilhar as razões de suas atitudes e raramente falou com um membro individual da mídia.
Em um artigo sobre a cultura popular, Anneke Smelik, de um grupo feminino de estudos, escreve: "O caso de Michael Jackson ilustra quão fracamente a visibilidade e a visualização do invisível criam e mantém o disfarce." Smelik esclarece que a opção de Jackson por não explicar suas ações faz com que a sociedade "visualize o invisível". Isto significa que a sociedade praticamente preenche os "elos perdidos" e aspectos questionáveis da vida de Jackson com suas próprias situações e fantasias.
A vida de Michael Jackson torna-se basicamente uma história fictícia, com a sociedade escrevendo os capítulos ao longo do tempo. Isto não significa que a sociedade está no controle total da vida e carreira de Michael Jackson. É claro que ele é dono de si e capaz de fazer suas próprias decisões, mas obviamente elas devem ser extremamente baseadas no seu papel como um objeto da cultura popular moderna.
Michael continuaria fazendo músicas controversas, alterando sua aparência e cantando canções de dor e raiva se o mundo não estivesse ouvindo cada letra e assistindo a cada movimento seu? De acordo com Roger Horrock, autor de Male Myths and Icons, e John Walker, autor de Arts in the Age of Mass Media, a resposta é "não". Em seu livro, Horrock analisa profundamente o avanço da fascinação da sociedade por Michael Jackson e, quando comenta sobre as alegações de abuso infantil contra Jackson, ele escreve: "Não está claro se sua carreira está suspensa agora, como resultado das alegações de abuso sexual feitas contra ele em 1993. Nenhuma ofensa contra Jackson foi provada, mas os tabloides e a TV têm produzido uma enorme quantidade de rumores e parecem gastar grandes somas de dinheiro tentando especular sobre ele, tentando duramente denegrir, se não matar, sua imagem. Este episódio demonstra ainda como 'ídolos' parecem sempre ser intencionalmente derrubados pelas mesmas forças que os ergueram no início." Horrock explica que nós, como sociedade, sentimos a necessidade de criar ídolos e destruí-los, isto a qualquer custo e de qualquer maneira.
Por outro lado, John Walker explica o papel equivalente de Jackson em sua postura na sociedade: "É dever do artista se comunicar e Jackson foi o perfeito comunicador. É também dever do artista expor as massas, o que também implica em auto exposição. Tantos tipos de pessoas querem tipos tão diferentes de imagens de Michael e ele fez seu melhor satisfazendo esses desejos". Claramente, Jackson e a sociedade influenciam um ao outro na cultura popular, ambos esforçando-se para realizar seus próprios anseios.
Praticamente, Michael Jackson perdeu um lugar vigente em nossa sociedade e torna-se um objeto dela. Nasceu uma complicada relação de causa e efeito entre uma celebridade suprema e uma grande audiência (virtualmente toda a sociedade), sustentada desde o dia em que Jackson entrou de Moonwalk pela primeira vez em nossas vidas.
Depois de tantos anos de rumores e histórias sobre Michael, assim como incontáveis músicas e vídeos, a sociedade permanece sem pistas sobre a verdadeira identidade de Michael Jackson. Como nós ficamos quase saturados com improváveis histórias e rumores a seu respeito, tornamo-nos menos preocupados com quem é Michael Jackson e nos perguntamos algo melhor: O que Michael Jackson representa? Centrando-se nesta questão, não somente a sociedade entenderá Jackson melhor, mas também nós, como sociedade, entenderemos melhor a nós mesmos. Entender o que o ícone pop e o que todo esse papel paradoxal representa, oferece à sociedade uma compreensão mais satisfatória do porquê de termos ícones e de sentirmos necessidade deles.
Fonte:
King of Pop Discussion /MJ Beats por Sarmoti, traduzido por Daniele Soares
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